Vídeo Desenterrado: Inauguração do SBT, há 30 anos, pra divertir o Brasil


Na última sexta-feira o SBT (Sistema Brasileiro de Televisão) comemorou 30 anos. Silvio Santos já tinha há 4 a TVS (TV Studio) no Rio de Janeiro, mas depois de uma novela de negociações – como o mesmo diz no vídeo abaixo – ele pôde instituir o canal.

Que durante todos os anos 80 e parte dos 90 formou minha cabeça com mais intensidade do que eu sabia ou gostava de admitir. O lado assumidamente trash de algumas atrações afastavam quem levava, ou queria mostrar que levava, a Cultura Pop brasileira a sério até demais. Ainda bem que de uns tempos pra cá a direção emissora desencanou bastante de seguir os passos da Globo.

Sendo assumidamente paulista(no) e cafona, assistir ao SBT – por conversor de UH e pela retransmissão da Record, no começo pra mim – era ver relíquias: enlatados B (dos EUA, Japão e México) como desenhos, seriados, filmes, programas de variedades, esquisitices ou produções nacionais com auditório e extremamente populistas inspiradas naquela década – formato que manteve nos anos 80 e até hoje.

O canal sempre soube que atingia as classes mais baixas e aproveitava bem isso. Não vou entrar na questão do Carnê do Baú, o que interessa aqui é o que a emissora exibe. O nivelamento por baixo em geral faz com que a produção cultural oferecida seja a pior baba genérica possível. Ma muitas vezes no SBT o que supostamente seria “diversão de pobre” era o que tinha de mais engraçado, criativo e divertido no tudo de raios catódicos.

No fim das contas a cafonice e a bizarrice criaram também uma zona de conforto que faziam assistir ao canal parecer uma visita à casa de um avô figura que nos mostrava relíquias perdidas do fim dos anos 70. Hoje, com o distanciamento da idade, percebo como sou um pato perfeito pra produção daquela década, tentando reconstruir memórias dos meus primeiros anos de vida.

E como Seu Silvio e sua turma foram – e ainda são – babás eletrônicas cuja maior preocupação sempre foi fazer o povo se divertir. Claro que muitas vezes rindo dele, mas talvez não haja comunicador que entenda o povo e ria junto com ele como o Senor Abrvanel e suas crias. Então obrigado pelas memórias e sorrisos de ontem e hoje, SBT, e muitos anos mais pela frente.



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