The Flaming Lips lança novo álbum. E duplo! Com DVD!


The Flaming Lips… Ahhhh o The Flaming Lips…
Para quem não conhece (comoooooo assiiiiiim!?!?!!), faço um resumo bem resumidinho do que se trata…

A banda começou em 1983 com uma “ar” pós-punk, garagem. Banda jovem, de garotos… Fazia muito barulho.
O tempo passou, e banda amadureceu, de verdade. Em meados da década de 90 a banda deixou de ser Indie (de independente gente, não do rótulo “indie” que o povo não sabe nem classificar de tão vago que é!) e assinou contrato com a Warner. Com sua alta distribuição, a banda conseguiu emplacar o hit “She Don´t Use Jelly” do disco “Clouds Taste Metallic” e ganhou a devida atenção da mídia especializada e do público em geral.


Hear It Is – O primeiro disco da banda, lançado em 1986

Para os fãs chatos, daqueles que não admitem que o artista mude um pouco sua cara ou estilo (assim como os do Silverchair, que torceram o nariz quando a banda lançou “Young Modern” em 2007 e John parecia um pouco mais fortinho), o Flaming Lips deve ter sido um grande problema!
Com o amadurecimento já citado da banda e de Wayne Coyne (líder e compositor), o Flaming Lips foi de uma banda pós-punk[bb]/garagem/semi-grunge, para uma banda EXTREMAMENTE experimental, com verdadeiras pérolas e literais experimentos sonoros que vão de músicas que ousam nos arranjos, passando por discos totalmente feitos para sistemas de som 5.1 (mesmo tendo sido lançados para o bom e velho estéreo) e filmes experimentais (Christmas on Mars e VOID, ambos de 2005) até o curioso Zaireeka, disco lançado em 4 cds, onde o ouvinte deveria ligar 4 sistemas de som diferentes e apertar o “play” ao mesmo tempo, para que assim, houvesse uma sincronia perfeita entre todos. Inclusive, uma experiência curiosa é esta, a qual retiro na íntegra do wikipedia:


Uma outra tentativa de melhorar a experiência ao vivo para o público e parar reproduzir com mais precisão a sonoridade de The Soft Bulletin, os Lips desenvolveram o conceito do “Concerto Fone de Ouvido”. Um transmissor FM era montado e o show era simultaneamente transmitido para pequenos aparelhos de walkman com fones de ouvidos disponíveis gratuitamente para o público. Isso iria, na teoria, permitir ao público uma claridade sonora ao mesmo tempo que sentindo a força dos amplificadores. Esse conceito foi lançado em Dallas, Texas, e na conferência South by Southwest em Austin, Texas, em março de 1999, e foi subsequentemente usado na turnê International Music Against Brain Degeneration Revue.


Poster promocional de Zaireeka


Suas obras primas, sem dúvida, até agora pelo menos, são duas: The Soft Bulletin (1999) e Yoshimi Battles the Pink Robots (2002). O segundo, devo dizer, é “Mind Blowing” e deixa qualquer apreciador de boa música louco, ainda mais se ouvido em 5.1! Caso tenha a oportunidade, ouça nesse formato, é realmente incrível!
Em ambos, o nível de experimentalismo é extremanete alto, e a banda acerta em cheio!

Enfim, chega de história (e tá resumido! São 12 discos!!!!) e vamos ao que interessa: O novo disco duplo e ainda acompanhado de um DVD.
Este chama-se Embryonic!
A nova pérola[bb] da banda americana originária de Oklahoma City, o Décimo-Segundo disco! Karen-O e MGMT fazem participações especiais…
Lançado ontem, dia 13 de outubro de 2009, Embryonic mostra-se tão experimental quanto Soft Bulletin e Yoshimi. Todas as 12 faixas do disco são ótimas, com tempos de bateria quebrados, baixos extremamente marcantes (tal como em Yoshimi)… Vale um destaque neste ponto para a faixa “The Sparrow Looks Up At The Machine”.
“Evil”, por exemplo, traz a melancolia e letra filosófica tal como “Do You Realize” e “All Have is Now” (ambas do Yoshimi (também!!)). “I Can Be a Frog” abusa das onomatopéias no melhor dos sentidos e cria uma música extremamente bonitinha, assim como seu clipe:


I Can Be A Frog

Algumas faixas, como “Your Bats” e “Powerless” são coladas umas nas outras com transições de cordas e ecos extremamente agradáveis e batidas “estouradas” criando todo um “mood” para a música que quem já ouve Flaming Lips há um tempo diria que é “típico dos caras”.
O resto das faixas deixo para que vocês mesmo explorem e descubram que Embryonic tem tudo para ser o novo clássico do The Flaming Lips!


Embryonic

Disco 1:
1. Convinced of the Hex
2. Sparrow Looks Up at the Machine
3. Evil
4. Aquarius Sabotage
5. See the Leaves
6. If
7. Gemini Syringes
8. Your Bats
9. Powerless

Disco: 2
1. Ego’s Last Stand
2. I Can Be a Frog
3. Sagittarius Silver Announcement
4. Worm Mountain
5. Scorpio Sword [Instrumental]
6. Impulse
7. Silver Trembling Hands
8. Virgo Self-Esteem Broadcast [Instrumental]
9. Watching the Planets

Estas são as faixas da versão “Deluxe Edition”. A normal tem 4 faixas a menos e não acompanha o DVD!
Depois de tudo o que eu falei, adivinhem do que se trata o DVD?
Isso, todas as faixas no mais belo sistema DTS 5.1, para seu deleite!



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  • http://www.twitter.com/roger_brandao Rogério Brandão

    acho que todo mundo conhece, né? tocou bastante na MTV – inclusive ‘She Don’t Use Jelly’ e ‘Bad Days’ – e veio ao Brasil.

    nem escutei o ‘Embryonic’ ainda. ‘Yoshimi’ é um dos discos que mais me marcou na vida. foi com ele que aprendi o que é psicodelia. lindo demais.

  • http://www.cu.com Felipe

    que texto horrível e mal escrito.