O Último Susto de Michael Jackson


ontem eu vi isso no site TMZ:

“They’re out to get you, better leave while you can
Don’t wanna be a boy, you wanna be a man
You wanna stay alive, better do what you can
So beat it, just beat it ”

“And though you fight to stay alive
Your body starts to shiver
For no mere mortal can resist
The evil of the thriller”

esse é um texto opinativo, pessoal, subjetivo e parcial. já entre sabendo.

ontem foi um dia de merda – Michael Jackson morreu. nunca pensei que fosse escrever isso, muito menos ver isso. fiquei grudado na GloboNews vendo os apresentadores darem F5 nos sites de fofoca e notícia à espera da confirmação oficial da morte provocada supostamente por overdose [ministrada?] de Demerol – narcótico similar à morfina – ao qual ele estaria viciado, tal qual um improvável roqueiro junkie, endividado em milhões e odiado pelos credores. ainda não caiu a ficha; eu sempre me perguntei como seria o Maicol velho e nunca vou poder ver isso. Michael Jackson morreu.

eu tô destruído com a notícia. morreu metade da Música Pop ontem [a Madonna ainda é a metade restante], e eu digo o Pop mundial, aquela simbologia que é reconhecida no mundo inteiro. Nem Kanye nem Kylie estão lá ainda. nem Rolling Stones [bom, esses quase, vai], nem U2, ninguém nesse patamar comparável a Mickey Mouse, Super-Homem e McDonald’s. uma parte da minha infância morreu junto. jeito merda de ficar adulto.

Maicol sempre me assustou, sempre. a psicodelia do desenho dos JACKSON 5, que passava junto com o Lancelot Link [aquele dos macacos falantes] no máximo causava certa estranheza. não tenho memória do lançamento de OFF THE WALL e da música-tema do Vídeo Show, mas Thriller bateu forte, da pior forma possível. o curta de John Landis, que estreou em versão editada [e narrada] no Fantástico me deixava cagado de medo.

Michael de lobisomem demoníaco, de zumbi cercando a namorada, assustando ela no final com os olhos amarelos, me fez correr pra debaixo da mesa de jantar e minha mãe entendeu quando viu o que eu havia escrito na mini-lousa que havia ali: EU TENHO MICHAELJACKSONFOBIA. só mais tarde fui entender que aquela era a peça Pop perfeita: eletro-funk, Quincy Jones, zumbis, Vincent Price, o diretor de LOBISOMEM AMERICANO EM LONDRES. e uma criança grande – Maicol – se divertindo com nossos sustos.

Mas não foi muito mais tarde: nos bailinhos e festas do pessoal da escola tinha sempre um grupo de moleques mais malandros dançando break; não é muito a minha cara, mas eu acho que me meti numa roda dessas uma vez, no passinho de puxar a corda, haha. e o Michael onipresente nos sets dessa época, não só com o Thriller, mas principalmente com ele, e depois Bad. unia a todos ali como o fazia Madonna – não importa se boys ou b-boys, se nerds ou populares, dançando Maicol éramos todos meio do gueto, e sempre criança.

a onipresença dele deixa essa morte mais difícil de ser aceita. não vou dizer que é como perder um pai que está sempre ali, peloamordedeus, mas como perder aquele figura safo da classe que você nunca imagina que vai sumir. ele estava sempre lá, e com ele se vai a monocultura da indústria musical do vinil. pro bem dos artistas pequenos dessa nova realidade de nichos e cauda longa e mp3. a estréia de seus clipes – “mini-filmes”, como ele falava – eram um Evento, no sentido de juntar muita gente em torno de algo.

em vários desses filmes o negócio era assustar a gente, como num parque de diversões. porra, era divertido. tudo era: as aparições, as bizarrices pessoais, o concurso de imitações Maica Jeca no Barros de Alencar, os boatos. ele era um showman e circo de horrores de um homem só, herdeiro da grandiloqüência extravagante dos anos 70. não à toa o Liberace andava com ele uma época.

a cultura hedonista da Discoteca foi esticada por Michael do final dos anos 70 até os anos 90 e conforme ele foi ficando mais branco e mais megalômano e mais sinistro a música foi perdendo a qualidade e relevância como objeto Pop. mas a Música atual não seria nada sem ele, nada mesmo. claro que as parcerias são importantes, mas a sensibilidade do cara era grande pra saber o que soava legal e como explorar isso.

ele não era bom desde criança só porque o pai maldito o forçava a treinar na base da porrada. ele tinha um puta ouvido, ele era um Gênio. da música, da dança, dos clipes, da TV, da auto-promoção. do Pop. eu nunca caí muito nessa de Rei do Pop, pra mim ele era o cara safo de voz fina que cantava e dançava pra caralho. safo, sempre safo. uma criança que sabia que era tudo parte de uma brincadeira. então vamos brincar.

tendo tocado singles do Maicol esporadicamente nos meus sets junto com a Flávia – que ficou ainda mais arrasada que eu com a morte dele – uma vez me peguei pensando que a música dele sobreviveu praticamente além do período de baixa: não precisou depender do ciclo de 20 anos que faz tudo que é velho parecer atual de novo. os singles simplesmente sobreviveram ao tempo e moldaram meu gosto por música dançante, provavelmente me influenciaram a querer discotecar.

mesmo em “Black or White”, talvez o divisor de águas da carreira, havia o esforço [talvez mais... plástico que musical] de agradar. e pra mim essa foi desde o começo o motivo da derrocada de Maicol – ele queria agradar a qualquer custo. por essas e outras. era a criança pra quem o pai mandava dançar pra agradar as visitas, por assim dizer, elevado à enésima potência. as visitas eram uma platéia de milhões ao redor do planeta. mesmo não podendo agradar todos, ele tentava. e tentava até demais. queria ser aceito, queria ser amado, como não foi quando criança – quando era comparado a um macaco espinhento pelos familiares quando em turnê com o Jackson 5.

e ali sua mente parou. o corpo cresceu, mas ele continuou assexuado, ou com uma sexualidade infantilizada, um eterno brincar de médico. isso ninguém vai saber ao certo; pra Justiça americana ele era inocente, pra todos os efeitos, das acusações de assédio sexual de menores. boatos dizem que as passagens secretas entre os quartos da mansão no rancho Neverland eram pro Peter Pan levar Jesus Juice [vinho] pros seus hóspedes mirins.

e temperar as brincadeiras que começavam nos brinquedos do parque de diversões particular, continuavam com mil presentes em casa e terminavam na cama, com “manteiga de pato” [seu suposto jeito de se referir à ejaculação]. outros dizem que isso é invenção. talvez tudo venha à tona agora, talvez nunca saibamos ao certo.

o que não se sabe vira mito. e o safado ainda exlorava isso pra se auto-promover. a pele branca era vitiligo acelerado ou clareamento? quantas operações plásticas rolaram? o nariz era postiço? oqueixo era implane? ele queria ter a cara da Diana Ross, Peter Pan ou ambos? ele dormia mesmo em uma câmara hiperbárica pra não envelhecer? ele tinha câncer de pele, de pulmão? o casamento com Lisa Marie Presley era real ou golpe publicitário? sua filha Paris Jackson é adotava ou foi inseminada por Macaulay Culkin? tudo muito assustador, feito entre paredes de quartos fechados.

quem consegue saber o que se passava de verdade dentro a cabeça da esfinge do semideus meninomem? da mistura de Harry Houdini com John Merrick, mágico e Homem-Elefante, da qual ele teria tentado comprar a ossada. pena que pras gerações mais atuais, pelo menos pra quem não se liga em música, o que tenha ficado sejam as bizarrices.

essas muito lembradas pelas piadas dos fracos comediantes do nosso stand-up brasileiro ontem no Twitter [ferramenta que provou mais uma vez como o jornalismo tradicional já era, mas esse é outro papo]. acompanhar a tensão que durou horas em volta de sua morte ou não-morte fez do Maicol o Gato de Schrödinger da mídia-urubu. urubus também somos todos nós que nos alimentamos dessa desgraça.

só que beleza, o Maicol dava mole pra isso, na verdade ele provocava. era seu jeito de estar sempre na boca do povo. na real acho que ele teria ADORADO sair de cena como saiu ontem. de forma dramática, explosiva, grandiosa. pô, a internet parou – literalmente, vários sites caíram [a minha conexão caiu, mas quero crer que seja a tosquice dela mesmo]. foi o último ato do grande mágico de palco que ele era.

mas e se… e se foi apenas um ato mesmo? um susto calculado, como todos os outros que ele nos deu ao longo dos 50 anos? e se ele ainda estiver vivo, escondido, e um impostor estiver no saco de plástico levado de helicóptero ontem do hospital pro necrotério de Los Angeles? eu disse ontem, no auge da minha auto-negação, que só acreditaria na morte quando os ingressos da turnê de volta já estivessem sendo devolvidos. e justo pra turnê em que ele ia ser treinado fisicamente por Lou Ferrigno, o Hulk dos anos 70 [ambos no canto superior direito aí do nosso layout].

porque ainda dá tempo de ser tudo uma armação dele mesmo pra volta triunfal na véspera de 13 de Julho. eu sei, os fãs de Elvis, Hendrix, Jim Morrison, John Lennon, Andy Kauffman [principalmente ele], Kurt Cobain e Tupac estão esperando até hoje por isso. mas seria lindo, poético até, como um vilão de desenho ou filme antigo que veste várias máscaras e foge de vez pra um novo esconderijo secreto, uma nova Terra do Nunca onde não é importunado, nem tem de agradar ninguém.

mas Michael Jackson morreu. foi-se o artista, o maior artista dos últimos tempos. eu só devo respeito e tenho que agradecer pelas memórias. vou ouvir todos os sons bons dele e dançar sem parar até me divertir o suficiente.

——

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Goma de Mascar no Facebook

  • http://flaviadurante.blogspot.com Flávia D.

    Ai, que foda! Chorei de novo! ;~~

  • http://meadiciona.com/deniscp/ Denis Pacheco

    Chorei tbm… tô mal, e eh engraçado, eu nunca fui de pop dançante, Michael nao influenciou meu gosto musical, mas ele sempre esteve presente aqui em casa. Primeiro LP da minha mae foi Ben, e tá aqui. Eu gostava dele, da pessoa MESMO e nunca acreditei nos papos de pedofilia. Mas eh uma coisa de fé cega mesmo. Tava dizendo outro dia q só voltaria a um estádio pra ver o Michael, parece q nao vai rolar… pena

  • http://www.showlivre.com/maonamassa ad luna

    belíssimo!

    :(

  • http://coletivoaction.blogspot.com coletivoACTION

    Mandou benzão Hector. Se pá o único texto que tive vontade de ler até o final, porque já teve muito lixo rodando a net aí de nego que quer estar sempre estar na crista da onda, emitindo opiniões de bosta.

    Impossível nao chorar lembrando de todos os momentos dos early 90′s ouvindo Michael Jackson e jogando Mega Drive aqui aqui em casa.

    Eu até decidi com o Rui de não falar do Michael lá na Action, porque é aquilo que tu falou, não gostaria de ser mais um urubu aproveitando o momento pra ganhar mais visitas ou retweets, como os malas do stand-up comedy brasileiro. Quero esperar alguns dias, ou até mais tempo pra isso.

    O rei do pop, mas principalmente o cara que podia botar 180.000 negos com personalidades e gostos totalmente diferentes, pra dançarem e pirarem no som do cara.

    Vou encerrar aqui e voltar a ouvir Off The Wall, melhor disco do cara, se pá.

    RIP

  • http://www.dasound-records.com djmisscloud

    Sejamos honestos, a música de Michael já estava agonizando à muito tempo. Mas como fãs era justo esperarmos pela redenção. Acho que isso é o que mais dói: saber que a volta triunfal não vai mais acontecer…

  • http://cadernodecabeceira.blogspot.com Anna Carla

    Acho admirável a sua maneira de organizar as idéias e sobretudo as emoções.
    Eu estou bastante triste também, talvez porque meus irmãos mais velhos já ouviam Michael na década de 70 e com isto a minha infancia 80 foi povoada de seus melhores sucessos, do tempo em que ele ainda era negro mas já estrondosamente talentoso.
    Eu estou tendo de lidar com isso diante da minha filhinha, que por influencia minha gosta de Michael, o mesmo da década de 80 que é o que ouvimos até hoje, dificil disfarçar uma tristeza pela morte… agora me coloquei no lugar da minha mãe que na ocasião das mortes de Elvis Presley e Elis Regina se entristeceu como se alguém da família tivesse morrido. Com isso acho que pra minha Sofia Michael é um pouco Elvis.
    Eu não tive condições, pelo menos não ainda, de escrever decentemente sobre o assunto, e certamente não o faria melhor que você.Parabéns pela sua sensibilidade e pelo texto!

  • http://hectorlima.com HectorLima

    valeu, pessoal!

  • Paola Durante

    Que bonito Hec. Parabéns!
    Várias lembranças tb da minha infância…
    O + incrível de todos. O mais mais mais mais mais…
    Buáaaaa :~(
    beijos

  • http://hectorlima.com HectorLima

    obrigado! muita lembrança mesmo, foi meio difícil botar pra fora, mas tinha que escrever.

  • Patricia Barbosa

    lindo Hector. Só agora tá caindo a ficha. somos frágeis. Mas que bom que ainda temos a música dele. Apesar que toda vez que ouço me dá um nó na garganta. Vamos dançar Michael sempre.

  • http://condussao.blogspot.com .lucas guedes

    sem palavras. engraçado como as sensações que este cara despertava são parecidas. o medo do zumbi, a diversão ao ver beat it, o imitar dos passinhos andando pra trás, a mão no cinto (cinto, ok?), aquela vida pessoal conturbada e perturbada dele… enfim, texto lindo e me lembrou ontem na padaria a noite, quando não sei quem fez uma homenagem a ele na tv. uma PM ao meu lado começou a chorar feito criança, a atendente também, uma comoção incrível. falei demais pra quem começou o comment com um ‘sem palavras’.

  • http://www.twitter.com/alemaouc alemão uc

    foda demais o texto.
    o djmisscloud disse tudo o que eu acho.

  • Luca

    Adorei o texto! Ontem toquei MJ na festa que faço no clube Vegas. Toquei uma música e não foi suficiente. Todos pediam outra, e de novo, e mais uma… Pena que vamos ficar saturados disso tudo em poucos dias.

  • http://arlifrancis.org/blog/ Francisco Arlindo Alves

    Excelente texto!A comparação com Mickey Mouse e Super-Homem e McDonald’s é perfeita.. Por favor demitam estes articuladores da grande imprenssa que só sabem dizer coisas previsiveis e Óbvias contratem Hector Lima. (Se é que ele já não está contrado e eu estou desinformado)

  • Ana

    Poxa! vocês ficam me fazendo chorar … Acha coração! Michael eu te amooooo tú é o cara !

  • Lucia

    alguém tem alguma performance dessa Maica jeca. Ela dancava muito

  • Lucia

    gostaria de ter um video dela também

  • http://hectorlima.com HectorLima

    tb gostaria de saber da maica jeca

  • dub

    merec uma copia do word com creditos a vç !!!parabens

  • http://twitter.com/rafacst Rafa

    Seu texto foi copiado por Cecília Santos e publicado no jornal O Estado, edição 372, na parte de cultura: http://twitpic.com/8sh4p/full

  • http://hectorlima.com HectorLima

    muito obrigado, Rafa!

  • Luciana

    Caracaaaaaaaaaa
    Eu acabei de ler o que eu mesma estou sentindo…
    Pra quem interessar tem um texto/poesia que achei bem legal: http://www.saidthegramophone.com/archives/after_michael_jackson_die.php

  • thiago

    clap!!!!!!!!!!!!!!!!

  • thales junqueira

    meu deus, que mico!

  • Pingback: Goma plagiada pelo jornal Estado de Tocantins - GOMA DE MASCAR!

  • mary

    Bom ! Eu sou fã de michael jackson só há 11 anos, eu não tive a oportunidade de curtir os tempos de ícone e número 1 com thriller e tão pouco os jacksons 5 ,eu nasci em 90 e conheci “o vi pela primeira vez” quando tinha 7 anos e mesmo achando estranho não sei como explicar mais me apaixonei por ele o seu jeito como se eu o conhecesse, sei lá como se fossemos íntimos, sei q é mei fantasioso mais mesmo assim gosto de me expressar dessa maneire. Vejo pessoas falando bem outras mal mais eu acho q esse cara não queria ser o melhor do mundo q todos no mundo o idolatrassem o seu objetivo era q aquele q o detestava por motivos desconhecidos o amasse “se pai” ,e não adianta dezermos que nós o amavamos pq a primeira nitícia q publicam falando mal dele a gente acha graça e até gosta como se nós não sentissimos dor como se não soubessemos q madonna ,michael ou Amy chorassem quando escutam ou vêem as pessoas falando q são feios ,rídiculos ou aproveitadores se fosse ao cotrário doeria ainda mais pq pimenta no cu dos outros é refresco. Não o defendo pq sou fã ou pq ele tinha problemas ou cheio de grana ou até pq ele era decadente e sim como ser humano quando falam “pedofelo” “rasista” ,”macaco” ou “bicha” não falam q fez doações a 300 mil instituições de caridade insentivava até a leitura infantil ,crianças com cancer ,aids e tal coisas q tablóides e aproveitadores e preconceituosos jamais fariam .Só vejo falar de sua fortuna como ele gastava mais ele trabalhava muito duro pra ganhar e perdeu algo q visivelmente lhe fez falta pra ter o q muita gente só pensava em almentar,grande coisa ele morreu sozinho nem ao lado de seus filhos nem mãe q aliás mais uma omissa e nem se comoveu com a morte do filho eu acho q era esses tipinhos q ele queria impressionar mãe pai irmãos q não o aceitavam do jeito q ele era nem mulheres nem crianças eu acho q ele deve ter feito algo muito de muito grave pra sofrer assim não poder confiar em ninguem nem em pessoas de seu sangue nem amigos nem esposa nem mesmo filhos ,deve ser dificíl encarar pessoas q não gostavam dele e trata-los com educaçaõ é d+ pra uma pessoa ele tem q ter errado feio ou era apenas mais um sofredor q não teve oportunidade de conhecer gente ou de conviver em um lar normal pra variar sua familia de gente esquzita e aparecidos.A história dele defende somente as cranças como o abuso infantil a exploração de menores lar cheio de maldades e de desunião e pai espancador q tinha um tratamento em qual muitos tem os mais de milhões de joe jacksons e q fazem de ladrões a assasino eu não sei mais não duvidaria se tbm fizesse um pedofelo coisa q eu não acredito q Michael tenha feito, ele não era vítima mais tão pouco menos explorado não são só as cranças q tiravam seu dinheiro os “amigos” tbm mais a diferença era q eles não alegavam abuso sexual.

  • karol

    cansei de ouvir pessoas falando q ele era gay.
    agora uma perguntinha essas pessoas que dizem q ele era gay já comeram ele pra saber se ele era?
    se alguem souber a resposta me avisem.

  • agatha

    Adorei os 2 ultimos comentários foi os melhores (mary e karol) concordo com as duas se eu fosse escrever o q eu sinto escreveria exatamente igual.
    Michael Jackson I Love Youuuuuuuuuuuuuuuu Forever