Indicados ao Mercury Prize 2009


mercuryprize

Saiu hoje (21/07) a lista dos indicados ao Mercury Prize 2009, prestigiada premiação que elege o melhor álbum do ano do Reino Unido ou da Irlanda. Além da diversidade de gêneros de praxe no evento, a relação também inclui artistas semi-anônimos e, em sua maioria, com apenas um único álbum na bagagem.

Tendo como base o ano passado, em que o britpop elegante do Elbow foi o vencedor, a lista de desconhecidos aumentou. Percebe-se também que as mulheres continuam conquistando cada vez mais espaço entre os indicados. A premiação acontece em 08 de Setembro e o vencedor levará 20 mil libras pra casa.

Veja abaixo os indicados e, em seguida, meus pitacos sobre os álbuns que conheço:

* Bat For Lashes – “Two Suns”
* Florence and the Machine – “Lungs”
* Friendly Fires – “Friendly Fires”
* Glasvegas – “Glasvegas”
* Kasabian – “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”
* La Roux – “La Roux”
* Led Bib – “Sensible Shoes”
* Lisa Hannigan – “Sea Sew”
* Speech Debelle – “Speech Therapy”
* Sweet Billy Pilgrim – “Twice Born Men”
* The Horrors – “Primary Colours”
* The Invisible – “The Invisible”

Quem é quem?

Bat For Lashes – “Two Suns”

bat for lashes

O projeto de Natasha Khan é o único presente na lista a conquistar 100% de aproveitamento no Mercury Prize. Em 2007, a inglesa de ascendência paquistanesa foi indicada por “Fur & Gold”, mas perdeu para o debute do Klaxons. “Two Suns” sustenta um conceito de dualidade nas letras de forma consistente sem necessariamente amarrar tudo em um grande arco narrativo e pretensioso. Musicalmente, Natasha mantém o lado místico e sombrio do trabalho de estreia e brinca também com sintetizadores em faixas como “Daniel” e “Sleep Alone”.

Florence and the Machine – “Lungs”

florence

De todos os indicados, é o trabalho que mais escuto atualmente. Mesmo sendo festejada desde quando a BBC a apontou como uma das apostas para 2009, só admiti o talento de Florence Walsh em compor melodias indie/pop rock tão cintilantes e vigorosas quando conheci este álbum. O vento sopra tão a favor da moça que, além de ter levado o Critic´s Choice no Brit Awards deste ano, “Lungs” é o trabalho de estreia que mais vendeu na primeira semana no Reino Unido neste ano.

Friendly Fires – “Friendly Fires”

Quando muitos pensavam que o disco-punk dos 00s era uma página virada da cultura pop, o Friendly Fires comeu pelas beiradas em 2007 com dois EPs debaixo do braço. Quase um ano após a bonitaça “Paris” ganhar a atenção de várias publicações, o trio lançou o debute auto-intitulado e refrescou a fórmula dançante já bem explorada pelo Rapture há alguns anos.

Glasvegas – “Glasvegas”
Ok, nunca consegui chegar ao fim do álbum de estreia destes escoceses de Glasgow. Mal aê, mas como o Hector disse há um bom tempo no twitter, eles deveriam se chamar Glasbregas.

Kasabian – “West Ryder Pauper Lunatic Asylum”

É triste notar que a mesma banda responsável pela tensa “Club Foot” e pelo hitão malemolente “L.S.F.” se sabotou com o próprio ego ao ficar no meio termo fuleiro entre Oasis e Primal Scream. Tentei gostar de “Vlad the Impaler” e “Fire”, mas não tem jeito. Muito mala e muito chato. Nem me dei ao trabalho de escutar “West Ryder…”. Aliás, com três álbuns no currículo, o Kasabian é o candidato mais velho da lista, por incrível que pareça.

La Roux – “La Roux”

la roux real

Assim como Florence, o duo La Roux é um dos nomes mais badalados do momento e também foi eleito uma das apostas de 2009 da BBC. O abuso de sintetizadores kitsch e o visual fashionista da vocalista Elly Jackson sugerem uma despedida pra lá de digna do revival 80s. Quem me conhece sabe que gosto um bocado deste duo, mas as baladas fillers do álbum deram uma manchada no resultado como um todo. Uma pena.

Led Bib – “Sensible Shoes”

Who?

Lisa Hannigan – “Sea Sew”

Who?

Speech Debelle – “Speech Therapy”

SpeechTherapy
Como o próprio título do álbum sugere, o debute de Speech Debelle é um desabafo pessoal em forma de ritmo e poesia. E dos mais profundos e bonitos. O hip hop acústico com toques jazzy e soul lembra algo de Lauryn Hill e Norah Jones, embora as letras confessionais se aproximem mais do estilo de seu conterrâneo The Streets. Problemas familiares, relacionamentos e esperança estão entre os temas prediletos da rapper de 26 anos.

Sweet Billy Pilgrim – “Twice Born Men”

Who?

The Horrors – “Primary Colours”

the-horrors

Olha só um exemplo de banda que mudou completamente o foco no tão temido teste do segundo álbum. Aproveitando que o shoegaze está em alta, o Horrors deixou pra trás a bobagem garage que fez no trabalho de estreia para usar o template pós-punk, acrescentar ambiências interessantes e, claro, guitarras no talo. A mudança foi tão grande que tem muita gente apontando este álbum como a surpresa do ano.

The Invisible – “The Invisible”

Banda de pós-punk que flerta com soul. Opa, opa. Não se esqueça que o TV on the Radio é do Brooklyn, hein? Conheci este trio quando fiz uma visita rápida no MySpace deles e a semelhança com a banda americana logo me fez baixar o álbum. O trabalho possui canções bacanas, mas falta ambição em experimentar da mesma forma que Dave Sitek e cia. fazem.

Favoritos: Na minha opinião, os mais cotados para levar o prêmio são Bat For Lashes, Florence and the Machine e The Horrors. Os três álbuns passaram praticamente incólumes pela artilharia da crítica. Florence leva ligeira vantagem por estar na boca dos povo do Reino Unido e ter o melhor desempenho no charts em relação aos demais. Mas como é tradição do Mercury Prize dar prêmio a azarões, torço para que Speech Debelle surpreenda.

Quem não pode ganhar: Kasabian e Glasvegas, como já deixei claro.

Injustiçados:
Morrissey – “Years of Refusal”
Manic Street Preachers – “Journal For Plague Lovers”
PJ Harvey & John Parish – “A Woman a Man Walked By”

Veja abaixo um playlist com os vídeos dos indicados:



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