eles não querem aparecer


quando eu estava na facul de letras, tive de fazer um seminário sobre o livro “O Espaço Literário”, do francês Maurice Blanchot. O texto era tão intricado, tão metafórico, tão INTELECTUAL que um ódio por seu nome nasceu em mim haha. Pra direcionar melhor esse sentimento, procurei suas fotos no Google. Surpresa… não tinha nada! O.O
Isso aconteceu em 2004. Hoje é possível encontrar mais sobre ele na internet, embora a maior parte dos sites seja em francês. Inclusive a idéia de falar dele veio de uma revista suíssa L´Hebdo.
Blanchot (1907-2003) tem um vasto trabalho na área de crítica literária. Escreveu poucos romances, mas sua crítica por si só já vale. Seu discurso é fragmentado, verborrágico, contraditório. “No Espaço…” ele usa a morte para descrever o processo criativo do escritor. Foto do rapaz:
blanchot

Ainda na França, podemos citar Guy Debord (1931-1994), escritor situacionista cujos trabalhos criticaram o capitalismo e a alienação e também influenciaram o movimento estudantil dos anos 60. Passada essa década, ele se isolou e não respondeu mais à mídia.

Nos Estados Unidos, temos outro carinha dos anos 60 (esses anos mexerem com a cabeça do povo, né?), o Jerome David Salinger ou J.D. Salinger (1919-). Mais conhecido pelo livro “O Apanhador no Campo de Centeio”, deixou de publicar em 65, mantendo seus trabalhos apenas para si.
Thomas Pynchon (1937-) é o mais bacana. Ele já apareceu nos Simpsons com um saco cobrindo a cabeça, e seu livro Gravity´s Rainbow inspirou a música dos Klaxons.

The Residents é um coletivo de música e artes visuais criado em 66. Não se sabe exatamente quem são seus membros, embora o artigo da Wikipédia aponte alguns nomes. Seus discos podem ser punk, prog, experimental, dance, etc. Sempre usam máscaras, sendo a mais famosa a do olho.
Estão em turnê agora com o show Bunny Boy:

E no Brasil?
Rubem Fonseca (1925-) é escritor e roteirista. Sua obra fala principalmente do submundo do crime. Criou Mandrake, um advogado que cuida de casos de chantagem e que inspirou uma série da tv a cabo de mesmo nome, com Marcos Palmeira no papel principal.

Dalton Trevisan
(1925-) é um prolífico contista que se esconde em Curitiba (seu apelido aliás é vampiro de Curitiba).

Continuando com as lendas, no nosso cenário independente de música abrigam-se alguns conceitos semelhantes, como é o caso do coletivo punk bonequinho. Residentes no interior paulista, eles gravam todas as suas músicas ao vivo, produzem todo seu material desde vídeos a cd´s e camisetas. Seus principais compositores mantém um sebo na cidade.
O Sebastião Estiva também um coletivo, mas seus membros estão espalhados pelo país (dizem que há um residente em manaus). O grupo ficou mais conhecido por causa de discos dedicados a estados brasileiros tais como massACRE, AmaZONAS e Cum on feel the Tocantinoise. (hahha)

o que a gente pode ver em todos os casos é que essa reclusão contribui para que se queira saber mais sobre esses artistas. Embora eles prefiram ficar anônimos, ‘todo mundo’ sabe quem são e pra onde vão.



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Goma de Mascar no Facebook

  • http://hectorlima.com HectorLima

    mandou bem! amo residents, apesar que tem de entrar no clima pra aturar algumas viagens prog deles. diz a lenda q 2 saíram [ou morreram já].

  • http://www.orkut.com/Profile.aspx?uid=13801300376841709339 Rogério Brandão

    nossa… mto irado esse post. o low profile mais recente e hypado é o inglês burial, que faz um som vanguarda chamado dubstep. foi indicado a mercury prize e tudo. “ninguém” sabia da identidade dele até há coisa de 3 meses. dae o cara abriu o jogo antes dessa premiação. hehe

    http://site.rraurl.com/cena/5550/Burial_sai_do_armario

  • http://annix.blogspot.com Annix Lim

    Tem o Banksy também!

    po, eu vou ver Residents no final de novembro, ha.

  • http://hectorlima.com HectorLima

    esquecemos do banksy!

    q inveja, viu nunca um produtor brasileiro se tocou – ou conseguiu – trazer eles pra um festival.