Cola no Idol: Miley Cyrus deu dicas de canto. Pasmem!


Se audiência significasse qualidade, o Top 11 (Billboard #1) seria melhor que a semana Rolling Stones, o que de fato não aconteceu. Quando pensávamos que a tendência fosse progredir, boa parte dos candidatos mais fracos pioraram em relação à semana anterior. Seria este o reflexo da participação de Miley Cyrus, que brincou de ser mentora?

E será mesmo que Crystal Bowersox e Siobhan Magnus precisavam mesmo da Hannah Montana para serem artistas melhores? Pra variar, as duas favoritas – e possíveis finalistas – deixaram ainda mais nítido que não há quem ameace tomar o destaque delas. Enquanto a primeira interpretou “Me and Bobby McGee”, imortalizada na voz de Janis Joplin, Siobhan arriscou no funk de “Superstition”, de Stevie Wonder. Preciso falar mais sobre estas duas brilhantes cantoras?

Provando que a laringite garante boas apresentações, o quase bonito Aaron Kelly surpreendeu ao dar conta de uma balada épica como “I Don’t Want to Miss a Thing”, do Aerosmith. Dentro de suas limitações, pode ser considerada a melhor apresentação dele até o momento.

Este não é o único indício de que a laringite turbina as performances. Paige Miles, que estava com a mesma doença quando cantou bem “Honky Tonk Women” na semana passada, errou feio na song choice e proporcionou um dos momentos mais constragedores desta edição. Devidamente curada, ela conseguiu piorar “Against All Odds” com um vocal totalmente disperso e sem o brilho que a canção exige. Lembra da versão de “Smile”? Foi pior. Este foi o castigo a quem preferiu ela à eliminada Lacey Brown na semana passada.

Mudando do Rolling Stones reaggaeiro para o Queen versão Hairspray de sua “Crazy Little Thing Called Love”, Tim Urban utilizou o máximo de artifícios possíveis para driblar as limitações vocais. De fato, o Zac Effron desta edição conseguiu distrair parte do público – inclusive eu, confesso – deslizando no palco e cantando para a galera. Porém, a performance “Olly School Musical” de Tim não emplacou com os jurados.

Enquanto candidatos como Michael Lynche já sabem seu caminho e o seguem à risca, a boa Didi Benami insiste em um tipo de versatilidade que desagrada os jurados. E aí entramos naquele dilema: fazer escolhas seguras garantindo seu nicho ou passear por versões arriscadas e menos current? Dando uma roupagem cool e levemente sexy para “You’re No Good”, de Linda Ronstadt, a loirinha de voz infantilizada foi novamente atacada por Simon e companhia mesmo fazendo uma boa apresentação.

Outro que tenta fugir de um rótulo (embora seja inevitável) é Lee DeWyze. O candidato mais carismático entre os homens vestiu seu melhor figurino até agora e atacou com o blues/soul de “The Letter”, do The Box Tops. Ao vivo, não me agradou muito, mas após o replay tive que admitir que ele foi corajoso e não decepcionou.

A próxima semana é focada em Soul/R&B e o mentor é Usher, que embora esteja longe de ser unanimidade, pelo menos é um artista de verdade e calejado de tanta experiência. Este sim pode extrair mais dos candidatos. Quem sabe Tim Urban não arrisque uns passinhos como estes?



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  • http://www.lhys.org/ Luciana Silveira

    Sempre gosto mais do Lee depois, quando todos os outros já me decepcionaram.