ZERO HISTORY, o novo livro de William Gibson


E parece desde “Reconhecimento de Padrões” – a epopéia cool hunter pós-11 de setembro – William Gibson, também conhecido como o “pai do cyberpunk” [reforçando o epíteto], gostou de escrever sobre o presente. Fato é que muito do futuro relatado na trilogia do Sprawl ["Neuromancer", "Count Zero" e "Mona Lisa Overdrive"] não está longe de se tornar realidade. Continuando o que talvez seja o fechamento da nova trilogia, vem “Zero History”, uma empreitada ficcional que une discussões sobre marketing, identidade corporativa e culturas digitais.

Com lançamento previsto para 7 de setembro de 2010, o livro de 384 páginas que será lançado pela Penguim Books teve seu primeiro trecho revelado essa semana [em inglês]:

Whatever you do, because you are an artist, will bring you to the next
thing of your own. . . .

When she sang for The Curfew, Hollis Henry’s face was known worldwide. She still runs into people who remember the poster. Unfortunately, in the post-crash economy, cult memorabilia doesn’t pay the rent, and right now she’s a journalist in need of a job. The last person she wants to work for is Hubertus Bigend, twisted genius of global marketing; but there’s no way to tell an entity like Bigend that you want nothing more to do with him. That simply brings you more firmly to his attention.

Milgrim is clean, drug-free for the first time in a decade. It took eight months in a clinic in Basel. Fifteen complete changes of his blood. Bigend paid for all that. Milgrim’s idiomatic Russian is superb, and he notices things. Meanwhile no one notices Milgrim. That makes him worth every penny, though it cost Bigend more than his cartel-grade custom-armored truck.

The culture of the military has trickled down to the street–Bigend knows that, and he’ll find a way to take a cut. What surprises him though is that someone else seems to be on top of that situation in a way that Bigend associates only with himself. Bigend loves staring into the abyss of the global market; he’s just not used to it staring back.

Pelo jeito, Hubertus Bigent e o The Curfew estão de volta. Será que veremos mais Hollis Henry ou o retorno de Cayce Pollard? E ainda, será que a Aleph – editora da última leva de livros do Gibson no Brasil – nos trará “Spook Country” e esse novo trabalho? Acendam suas velas.

[compre: livros de William Gibson]



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  • http://esperandooapocalipse.wordpress.com George Rigato

    Aleph?
    É engraçado a editora que detém os direitos de traduzir e publicar não o fazê-lo. Fico triste.
    Solução?
    Ler o texto original.
    Só lamento.
    Vou guardar minhas velas para ocasiões que sei que tenho mais chances.
    Excelente matéria, aliás.