Christiane F.


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Lembro-me bem que esse livro ainda causava zum zum zum nos anos 90, mais de uma década depois de ter sido lançado. Puta história triste. Minha mãe não me deixava ler quando era adolescente, mas por ser um livro tão chocante, acaba abrindo os olhos da gente.
Ler a história real de uma criança que aos 13 anos é drogada e acabe se rendendo a prostituição para sustentar o vício não é algo fácil.

Nós, as crianças da estação zoo (titulo original que foi traduzido para o português como Eu, Chirstiane F. drogada e prostituida),livro que retrata a vida de uma gangue a qual Christiane F. fazia parte, mostra claramente como as drogas e o sexo rolavam no underground da Alemanha na década de 70.
Agora ela voltou às manchetes, porque perdeu a guarda de seu filho, e pagou uma multa por ter sido pega, novamente, usando heroína.
Hoje ela vive dos direitos do livro e do filme que contam sua história, e isso dá mais ou menos R$50 mil por ano (fonte revista época). Deve ser muito difícil conviver com um dinheiro que traz lembranças tão amargas…
É muito triste assistir a luta de uma pessoa contra um vício tão filho da puta quanto o da heroína, mesmo assim Christiane ainda acha que é melhor heroína do que álcool, pois acredita que os estragos desses são ainda mais devastadores.
Acho triste e meio sensacionalista trazer a história dela de volta em tablóides, mostrando que mais uma vez ela recaiu e dessa vez perdeu a guarda do seu filho de 11 anos.
A gente vê tanta gente talentosa acabando…

Christiane diz que quem experimenta heroína nunca mais esquece, mas será que vale a pena?
Mesmo com todo estímulo criativo e todo o prazer o preço me parece muito alto. Cada um sabe de si. Mas que é triste, é.
Sinto por ela, pela Amy e por tantos outros. Há quem esteja aí a vida toda mesmo com as drogas

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e quem sabe não seriam eles sem elas…mesmo assim escutamos mais histórias que acabam em tragédia do que com final feliz!



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  • Thiago

    50 mil reais por ano numa cidade como Berlim eh salario de fome sem consumir drogas caras… gastando com isso entao, eh osso…

    da pena mesmo…

    tambem nao me deixaram ler e no fim nao li ate hoje haha

  • Nathalia

    Minha mãe só me falou pra ler Pollyanna quando terminasse, para o caso de eu ficar achando a vida uma merda.
    E o Detlef? Tá vivo, ainda?

  • http://hectorlima.com HectorLima

    vergonha-própria: nunca li o livro nem vi o filme.

    por mais que algumas drogas abram o tampão, NENHUMA deixa ninguém mais criativo, nem mesmo LSD e Ayuasca. o apelo é mais pelo ‘cool’ projetado que qualquer coutra coisa.

    dá pra entender o apelo da heroína, por pior que sejam os efeitos; além do glamour pela auto-destruição, o efeito de prazer dela é maior até do que o corpo humano produz normalmente, por isso os junkies nem transam, de tão prostrados que ficam com o orgasmo contínuo que a heroína dá.

    enquanto isso os dentes vão caindo… a gordura do corpo queimando, a vontade de fazer qualquer outra coisa se esvaindo… até a hora do pico seguinte. que se não rolar dá uma dor fudida.

    e a dependência em álcool é mesmo quase tão trash quanto a da heroína – em alguns casos pior.

  • Elise

    pô, ninguém viu o filme?! Vamos fazer uma sessão Christiane F djá!.

  • guilherme

    é, Babie, drogas nem morto né… tantas e tantas historias conhecemos de pessoas q por algum motivo caem nesse mundo drogado e so mesmo com mta determinacao e força de vontade pra voltar a restabelecer ! Que isso aconteça mais, e que menos pessoas caiam nas armadilhas !

  • Paula

    e o detlef da vivo ainda ? [2]

  • luiz

    O Detlef atualmente é motorista de ônibus e mora em Berlim

  • http://camarote mel oliveira

    bem , eu li o livro , um amigo me deu de presente , e assisti o filme tb … só q o filme naum é nem sombra do q o livro revela . os detalhes do que ela pensava , sentia e fazia são realmente reflexivos .principalmente pra mim q me identifiquei muito com a história . fiquei muito feliz por naum ter chegado tão longe quanto ela !!