Onde Sin City encontra a Disney: Billy Bat


Billy Bat Naoki Urasawa, um dos grandes nomes dos quadrinhos nipônicos na atualidade, estreou uma nova série na revista japonesa Weekly Morning: Billy Bat.

Segundo gottsu-iiyan, do blog The Eastern Edge, a nova HQ foge dos padrões convencionais do que se espera de um mangá no que diz respeito tanto ao roteiro quanto da arte. “(…) minha primeira impressão foi a de um Sin City encontra Disney”, classificou o blogueiro, complementando que a história homenageia os antigos quadrinhos hardboiled norte-americanos, de Dick Tracy ao Batman, num traço que lembra Félix, o gato.

Urasawa é conhecido por trabalhar de forma excepcional o suspense em suas HQs. No Brasil, a Conrad é responsável pela publicação de Monster, um dos trabalhos pelo qual se tornou famoso – previsto para durar 18 volumes e que sofre de atrasos devido a renovação de contrato com os japoneses.

O autor também é famoso por outras duas séries: Pluto, suspense policial calcado no universo de Astro Boy, do lendário Osamu Tezuka, mostra um investigador às voltas com um assassino que pode ser um robô, algo que contrariaria as leis da robótica; e 20th Century Boys (Garotos do Séc. 20, numa tradução literal), sobre um grupo de amigos que, ao ver o plano para a destruição do mundo que elaboraram durante a infância posto em prática, tentam descobrir quem é o amigo responsável por tamanha traição.

Ainda não dei uma olhada em Monster ou Pluto – algo que pretendo corrigir num futuro próximo -, mas 20th Century Boys é um dos mangás mais incríveis que tenho lido. Estou me aproximando do fim da série e devo dizer: Urasawa, além de ótimo na construção de personagens e cenários, maneja o suspense como poucos. O nível de reviravoltas que o sujeito dá na história não é deste planeta; e o melhor: mesmo estando prestes a terminar a HQ, com mais de mil (ou duas mil?!) páginas lidas (!), nenhuma delas soou gratuita ou forçada.

Definitivamente, estou mais que na espera para ler Billy Bat ou qualquer outro quadrinho assinado pelo homem. E esperançoso que tragam 20th Century Boys para solo tupiniquim – os norte-americanos já largaram na frente, viu, Conrad?



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