Documento Especial – Quadrinhos Brasileiros


aviso: conteúdo gráfico explícito – caso você não possa ver no trabalho.

vi no Twitter hoje o link pra esse episódio de 30mins da célebre e maldita versão do Globo Repórter exibida pela extinta Rede Manchete em 1990 [depois o programa foi pro SBT]. o ano é suposição minha, baseada na referência ao filme DICK TRACY e ao uso de uma música da trilha de TWIN PEAKS, que bombava na época.


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o programa, conhecido pela abordagem sensacionalista dos temas [nunca vou esquecer do ar proibido dos episódios sobre Igreja Universal, skinheads, surfistas de trem, rachas, bailes funk e travestis] pegou a onda da batmania causada pelo filme de Tim Burton em 1989 e o interesse renovado da HQ pra fazer um rápido panorama da produção nacional, focando principalmente na HQ dita marginal na época, especialmente a pornográfica.

flavio coliné muito legal ver gente como quadrinistas Angeli, Laerte, Glauco, Flavio Colin, Luiz Gê, Mutarelli, Adão, Guazzelli, Marcatti, Fernando Gonsales, Emir Ribeiro; os fanzineiros Flávio Calazans e Paula Prata; editores como Franco de Rosa [c\ os artistas da editora Nova Sampa], Elisabeth de Fiore; os jornalistas Rogério de Campos, André Forastieri [que viriam a ser sócios na Conrad editora] e um cara que fazia álbuns pra França [Otto alguma coisa, não achei nada sobre ele - quem souber avisa por favor nos comentários]. todos falam sobre produção nacional, dificuldades pra sobreviver e Mercado também, então fiquei comparando a situação deles na época com a dos Quadrinhos brasileiros atuais – vamos dizer que a coisa está muito melhor agora, e que a base do jogo de 2009 está ali.

curioso também é como, vinte anos atrás, a câmera passeava pelas imagens [inclusive as bem pornográficas, repetindo] para que lêssemos as HQs. e como hoje esse se tornou o jeito que cada vez mais se lê, passeando pelas páginas na tela de um iPhone. se alguém ali dissesse que um dos futuros mais promissores das HQs seria lê-las em uma tevezinha – dentro de um telefone ainda por cima – seria tratado como visionário ou maluco.



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Goma de Mascar no Facebook

  • http://twitter.com/MazoBorges Mazo Borges

    o que mata é esse “Alguns quadrinhos são tão bem desenhados que só podem ser vendidos no exterior.” eu hein!

  • Pablo Freitas

    O Otto em questão é o Otto Guerra, homenageado no Festival de Gramado 2017 e retratado no filme “Luz, anima, ação”, sobre a história da animação no Brasil. Hector, gostei muito do seu texto e o incluí na legenda do episódio do documento especial que publiquei na página Quadrinhos Brasileiros HQs. Confere lá: https://www.facebook.com/QuadrinhosBrasileirosQHs/