RESENHAS de dois jogos e feliz natal


Primeiro, SoCom US Navy Seals Tactical Strike para PSP. Olha a cara dele no vídeo.

A difícil missão desse novo SoCom de título complicado é trazer ao PSP um jogo de guerra exclusivo, que faça mais sentido para a plataforma portátil da Sony do que qualquer outra. Cumprindo a missão, SoCom não é um shooter em primeira pessoa, mas um interessante híbrido de estratégia e ação oferece a diversão cerebral de um minigame e ao mesmo tempo esbanjando sapecaria e adrenalina com os poderosos recursos gráficos do sistema PSP. Você planeja e comanda as operações de todo um time de Navy Seals, que têm inteligência artificial suficiente para meterem o proverbial dedo nessa porra sozinhos. Além da campanha normal, existem vários modos multiplayer de perto ou pela internet, com headset para comunicação de voz incluído na caixa do jogo. Caveira, meu capitão.

Infelizmente, um parágrafo dessa resenha deve começar com infelizmente. Com um game design instigante, o SoCom pecou feio ao aparentemente não usar roteiristas em sua produção. O enredo é muito ruim, e parece ter sido desenvolvido como tarefa secundária pelos designers de jogo. Os heróis do jogo são militares americanos em ação interventiva no terceiro mundo (Panamá), o que a essa altura do século 21 não conquista a simpatia de muita gente nem nos EUA, que dirá ao redor do mundo. Os diálogos são cafonas, e a motivação dramática é a gasta motivação do velho Mário: salvar a porra da princesa o embaixador americano de um sequestro, e aproveitar para matar tudo que se mexa fale espanhol. Resident Evil 4 tinha exatamente esse mesmo tema, com zumbis falando espanhol e vilões espetacularmente ridículos, mas além de ser divertido de jogar desde o primeiro cenário, RE4 era banhado em ironia. SoCom está falando sério, e sua comédia não é intencional. VA.

Os lobbies multiplayer europeus na Internet estiveram literalmente vazios a semana toda, impossibilitando batalhas em grupo e uso do headset, e mostrando que o jogo ainda não pegou. Uma pena, já que ignorando a campanha estúpida e jogando apenas batalhas online, SoCom tem muito potencial para ser uma diversão estratégica inteligente. Melhor esperar e ver se a cena melhora depois do Natal – caso eu comece a me divertir com SoCom, aviso aqui, mas por enquanto recomendo não comprar, a não ser que vocè queira comprar o meu UMD (me chama em PVT hahah!).

 

Falemos agora de Manhunt 2 da Rockstar Games, para Wii (WiiTF!), PSP, e Playstation 2 – DOIS, ou seja, está disponível em um camelô perto de você. Compre agora. Vídeo abaixo.

O protagonista é presumivelmente um doido assassino, e seu objetivo é fugir de um sinistro hospício. O enredo, a ambientação, os personagens e suas falas, desde protagonistas até coadjuvantes, o humor negro, tudo foi escrito com qualidade – como em Grand Theft Auto, o universo criado é a maior atração, e você avança no jogo com a dedicação e alegria de quem acompanha uma boa série ou assiste a um bom filme. A Rockstar Games tenta produzir seus games como obras de arte, e esse é um nobre caminho a seguir.

A jogabilidade não pode ser chamada de inovadora porquê é exatamente a mesma do primeiro Manhunt, que sendo um produto Rockstar já herda muitos conceitos de sucesso na série GTA. Mas para quem não jogou Manhunt, é um pouco de novidade. O modo de jogar é simples, com apenas um botão para ataque e sem combos complicados. Você chega nos caras, e soca até matar, ou abate a tiros, usa a arma que tiver, como em GTA. Não tem mistério – o que tem é um convite a usar sua responsabilidade de adulto. Explico! Manhunt 2 é um jogo que, em primeiro lugar, não deve ser jogado por crianças. Não é que é somente violento. Se você percorrer todos os mapas atirando ou socando em todo mundo, depois de X horas vai terminar o jogo, e conhecer todo o enredo. Mas essa é só a forma mais bobinha de jogar. O protagonista Danny se esconde nas sombras, e medidores indicam quando seus inimigos o percebem. Você pode chegar perto de qualquer inimigo sem ser notado, e quanto mais perto chegar, mais criativo e sangrento será o assassinato. O projeto original tinha pontuações de acordo com o nível de psicagem, mas isso foi retirado para tornar a carnificina apenas opcional. O gamer feito agora deve conscientemente e responsavelmente optar pelas tétricas execuções ao invés de inocentes tirinhos à distância. Obviamente, meu conselho pra quem tem mais de 18 21 30 anos é partir pro modo Jason Vorhees e ser muito feliz com o jogo mais legal da temporada.

E feliz natal ae seus nerds!



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