O cavalo negro persegue o título de “American Idol”


Kris Allen chegou quando ninguém estava olhado
Quando subiu ao palco das semifinais de “American Idol” (2009) para sua primeira performance ao vivo, Kris Allen era um desconhecido. Sim, desconhecido. É claro que cada cantor que tenta a sorte em “Idol” está longe de ser famoso, mas Kris Allen era um desconhecido do próprio público que começaria a votar ao final daquele programa.

Afinal, várias horas do programa já haviam sido dedicadas a testes e testes e testes. Danny Gokey, por exemplo, ficou famoso cantando “I Heard It Through the Grapevine” e contando seu drama pessoal antes de ser aprovado pelos quatro jurados. Durante a Hollywood Week, Adam Lambert havia chamado a atenção transformando “Believe”, da Cher, em uma baladinha com piano.
Allen, Gokey e Lambert, o top3 de 2009

Mas nada disso se aplicava a Kris Allen. Seu teste só seria mostrado ao final da temporada, em um programa de bastidores de “Idol”, e sua participação na Hollywood Week se restringiu à apresentação em grupo (junto com o colega finalista Matt Giraud).

(Mesmo que você tenha perdido a temporada passada de “Idol”, já deve ter aprendido com Katie Stevens e Andrew Garcia: um destaque lá no comecinho ajuda bastante nas semifinais.)

Então voltamos àquela semifinal com Kris Allen cantando “Man in the Mirror”. Boa escolha, vocal afinado, rapaz bonitinho. Nada muito incrível, mas foi suficiente para chegar às finais. Seguiram-se então três semanas mornas. Até que veio o primeiro momento de Kris Allen: “Ain’t no Sunshine”. A partir daí, os elogios dos jurados e o número de fãs cresceram junto com o desempenho do cantor (outros pontos altos: “Falling Slowly”, “She Works Hard of the Money” e “Apologize”), até a coroação.

Kris Allen era o dark horse.

A expressão é um pouco difícil de traduzir – parece um azarão, mas é um pouco diferente. O dark horse não é simplesmente alguém que tem poucas chances, mas alguém que você conhece tão pouco que nem sabe como avaliar as chances. E que vai crescendo aos poucos, pelas bordas, até ficar notório. E, em alguns casos, é até capaz de ganhar a competição.
Lee DeWyze vai ganhando espaço
Agora, Lee DeWyze está sendo apontado como o dark horse desta temporada.

Você não conheceu Lee nos testes, nem em Hollywood. Ele até teve alguns segundos aqui e ali, mas nenhum deles foi marcante. Você só descobriu o Lee de verdade enquanto ele descobria que seria um semifinalista.

Nas primeiras semanas, Lee também não foi muito especial. Conseguiu elogios do Simon, mas não fez a Kara chorar. Cantou algumas músicas que você não conhece ou não gostou muito (Hinder?). Até que ele se encontrou com “Treat Her Like a Lady” e repetiu a dose com “The Boxer”.

Nesta semana, Lee DeWyze se beneficiou bastante da ajuda de Harry Connick Jr e fechou a noite com uma chuva de elogios para sua “That’s Life”. O momento de Lee está tão forte que ele até foi o destaque da temida propaganda da Ford, exibida durante o programa de eliminação. Foi ainda o primeiro participante declarado garantido para a próxima semana. E os jurados agora dizem que ele pode ganhar esta competição.

Pode?

Pode sim. Primeiro, porque o público adora torcer pelo mais fraco – e ele ainda não é o favorito. Segundo, porque crescer ao longo da temporada reduz a chance de decepções (se destacar lá no comecinho acabou pesando contra o Andrew Garcia) e deixa sua melhor apresentação fresquinha na memória de quem vota. Terceiro, porque os concorrentes mais fortes estão caindo de produção. E, finalmente, porque o dark horse se dá bem no “fator rejeição”, já que começa discretamente e não incomoda ninguém.
A disputa: Lynche, DeWyze, James e Bowersox
Lee DeWyze não canta tão bem quanto a Crystal Bowersox. Não é tão galã quanto o Casey James. E não compartilhou o nascimento de sua primeira filha com você, como fez o Michael Lynche. Mas ele tem chances enormes de ser o próximo American Idol.

Até porque, como todo bom dark horse, o Lee tem aquela simpatia de quem não sabe que pode ganhar.



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