Goma-visão #3 – Physics is a bitch!


Fringe

Impressão minha ou essa semana rolaram uns inesperados altos e baixos? Se eu escolhesse falar apenas dos bons episódios a coluna de hoje ia ter umas duas ou três séries. Então, fazendo como a Heidi Klum, escolhi aqui alguns dos melhores e piores nesse período. Um deles será o vencedor e o outro estará fora da minha agenda semanal. Afinal, na televisão gringa, um dia você está dentro e no outro dia…

Hoje teremos: Bored to Death, Dexter, Greek, Gossip Girl, House, Fringe, The Vampire Diaries, Dollhouse e Stargate Universe. (Spoilers por sua conta e risco!)

Bored To DeathBored to Death - “The Case of the Missing Screenplay”
Como eu bem avisei, ‘Bored to Death’ estava a um passo da genialidade e tudo indica que irá chegar nela em breve. Num episódio bem diferente da proposta inicial da série, Jonathan Ames é convidado a ir a uma grande festa do cinema ao lado de seu editor, George (Ted Danson) que se supera em entregar algumas das melhores falas do episódio (afinal, Martinis curam todas as feridas). Lá, ele conhece Jim Jarmusch[bb] (você já viu ‘Flores Partidas’? Se não viu, veja!) e tem a chance de reescrever um de seus roteiros. Mas é claro que ao se envolver com a filha menor de idade de um psiquiatra nervoso, Jonathan perde o roteiro no consultório e tem que voltar com a desculpa de uma sessão para recuperá-lo. E tudo isso em vão, já que um excêntrico Jim decide passar a bola para Charlie Kauffman revelando durante uma hilária tomada final como funciona seu processo criativo: rodar numa bicicleta por um loft escuro (?). Paralelamente, Ray fica melhor e melhor!

Dexter - “Remains to Be Seen”
Parece que ele está voltando aos poucos, assim como sua memória. Dexter é um homem que capota um carro, mas não fica mais do que 15 minutos num hospital por isso. Não enquanto tiver por aí os restos cadavéricos de sua última morte. Correndo contra o tempo, ele refaz seus passos em busca do corpo de Benny Gomez (o novo Freebo) ao mesmo tempo em que se ambienta com dois casos que aparentemente nada tem a ver entre si. O do ‘Vacation Murderer’ (ainda um mistério) e o do ‘Trinity Killer’ (John Lithgow mostrando a que veio), cujo método de seleção de vítimas começa a ficar claro. No entanto, apesar da correria característica, o episódio ainda está morno em relação ao que já vimos em temporadas passadas. Será que o Dexter vai se aposentar em breve? [compre DEXTER em DVD]

Greek - “Lost and Founders”
Já falei algumas vezes que gosto muito de ‘Greek’. Ela é possivelmente a melhor série teen[bb] (apesar deles não serem bem teens) dos dias atuais. Primeiro porque tem personagens completos, quase nenhum deles é perfeito, todos cometem erros, mas não se geram grandes dramas a partir de suas escolhas. Apesar de um começo meio parado, a terceira temporada continua nos entregando alguns dos melhores momentos de comédia da televisão. Principalmente, porque em ‘Greek’ os personagens assistem e comentam a própria TV. Nos últimos dois episódios, Ashley me fez rir quando comentou sobre ‘Private Practice’ (‘old people having old people sex’), no entanto a storyline na qual ela está envolvida me parece tão enfadonha que cheguei a cochilar assistindo. O desperdício dela me cansa e o foco na Casey também. Ainda assim, gosto de quase todos os personagens e achei ‘bem feito’ pro Rusty que sua namorada tenha decidido sair da faculdade, eu particularmente acho ele menos irritante solteiro. E isso vale pra alguns amigos meus também…

Hannah Mont... ops Gossip GirlGossip Girl“Dan de Fleurette”
Tyyyyyrraaa Maaaaaaillll!!!!! Ah Tyra, Tyra! Você vive falando pras modeletes que atuar é isso, interpretar é aquilo. Daí você me surge em ‘Gossip Girl’ e interpreta A SI MESMA?? Numa versão bem exagerada, eu devo acrescentar. Eu venho dando espaço semana após semana para GG, mas confesso que dessa vez não conseguirei dizer uma boa palavra sobre esse episódio. Primeiro, Hillary Duff fazendo a Hannah Montana me desagradou (“eu só quero ser normal?” ahã). Dan não conhecendo a atriz é o cúmulo do indie-nismo. Segundo, Serena querendo arranjar um emprego e aprendendo lições com o maligno estereótipo da Relações Publicas (hei, eu sou RP!) foi deprimente. O mundo é cruel, Serena! Mas você ainda está na competição para se tornar a America’s Next Top Socialite. Sobre o arco da Jenny no colégio só digo isso: façam a Jenny ser magicamente inteligente e joguem ela na NYU. Ninguém mais quer ver o colégio mesmo… Constance é tão 2008. [compre Gossip Girl em DVD]

House - “The Tyrant”
E falando em abominações. O último episódio de ‘House’ começou tão bom. Nova-velha equipe, House de volta como conselheiro, Cuddy tendo que lidar com o ego ferido de Foreman, etc etc. Aí surge o Darth Vader (James Earl Jones) interpretando um malévolo ditador que tirou a Cameron e o Chase do sério, a tal ponto que o ex-seminarista que amávamos e confiávamos por 6 anos simplesmente surtou e o matou tratando-o para a doença errada. O que??? Chase é um assassino agora? E Foreman encobre as pistas? O que aconteceu com ‘House’? Por favor, os roteiristas escreveram isso de brincadeira e algum diretor decidiu filmar… não pode ser verdade. To torcendo para ser uma bad trip de vicodin! Ou terei que deixar de ver ‘House’ de uma vez. [compre House em DVD]

Fringe - “Momentum Deferred”
Sai zica! Entra o que foi possivelmente o melhor episódio da semana. ‘Fringe’ está entre minhas séries favoritas e isso é fato. Especialmente porque como eu falei para os amigos Rogério e Guilherme, ela é a única série que consegue colocar dois personagens discutindo seriamente a invasão da nossa dimensão por shapeshifters que sangram mercúrio e querem destruir a realidade. Não existem limites para a bizarrice em ‘Fringe’ e seus personagens aceitaram muito bem que o mundo é um lugar mais do que estranho. Olivia voltando a chutar bundas, Walter provando que ele tem sim coração (ele caiu por uma de suas belas cobaias) e finalmente William Bell (Leonard Nimoy[bb]) de volta revelando o conteúdo secreto de sua conversa com Olivia. Por acaso, ele a chama de Livie e ela o chamava de Willem. Miguxos hein? E a melhor cena da semana, Olivia sendo atirada pela janela do World Trade Center logo após William Bell ter dito: physics is a bitch! [compre: DVD de FRINGE]

Vampire Diaries - Cuidado Elena!The Vampire Diaries“You’re Undead to Me”
Entrou! ‘Vampire Diaries’ entrou para essa lista e eu te digo o por quê. Kevin Willianson diminuiu o score musical, a trama ficou mais complexa, Damon provou que não existe personagem seguro (ele matou o próprio tio!) e o mistério das jóias de Mystic Falls só aumenta já que o tal relógio da família da Elena parece ser crucial para que a velha guarda da cidade combata secretamente o retorno dos irmãos vampiros. Por acaso, eles os estavam procurando em cavernas? Outro ponto ‘alto’ do episódio foi Elena FINALMENTE ligando os pontos. Pois é, campeã! Você devia ter percebido isso quando sua colega e “namorada” do seu irmão foi atacada na floresta e disse com todas as letras: foi um vampiro. Mas tudo bem, ela ainda assim tentou cozinhar alho e dar pro Stefan comer ‘just in case’. Só espero que no próximo episódio ele não dê um jeito convencer ela de que todos os Salvatore são meio parecidos e aquele em 1953 era seu avô ou sei lá. Não deixa ele te enganar, Elena! Vamos lá! [compre livros da série Diários do Vampiro]

Dollhouse“Belle Chose”
Enquanto as séries acima tenta estabelecer um bom e firme personagem feminino, ‘Dollhouse’ já estabeleceu todo o seu elenco como bom e firme. Num episódio diferente e… devo dizer “quase brilhante”, a série de Joss Whedon mais uma vez prova a que veio quando confronta dois novos ‘noivados’. O primeiro de um professor bem sucedido que queria uma aluna estúpida e gostosa para ludibriar (se você entende o que eu tô dizendo) e o outro, um psicopata em coma cuja familia milionária (elenco de BSG[bb] marcando presença mais uma vez) quer salvar a qualquer preço. Imprinted em Victor, o homicida escapa e tenta retornar para suas vítimas em cativeiro (dolls que ele mesmo fabrica com tranqüilizantes veterinários) forçando Topher (que dessa vez teve problemas éticos! veja só!) a tentar o perigoso ‘remote wipe’. Aquele que será a ruína da humanidade como vimos em ‘Epitaph One’. Claro que dá tudo errado e Echo vira o psicopata enquanto Victor se torna KiKi, a aluna safadinha. E que cena brilhante foi ele chegando na boate e se apresentando como KiKi! Sim, o ep teve problemas, afinal a segurança da Dollhouse LA é um lixo, Victor escapou muito facilmente e santa Adelle, como é que essa casa se mantém tendo que devolver o dinheiro de tantos clientes semana após semana?

Stargate universeStargate Universe“Air pt3″
‘Atire nele!’ disse o personagem do Robert Carlyle e logo depois de atravessar o portal, ‘Foi o fulano que atirou’. Espertinho esse doutor não? Já entendi. Em ‘Stargate Universe’ dissimular é tudo. Primeiro temos a paramédica que aplica uma máxima quantidade de sedativos no seu oficial superior para que ele não prejudique o corpo de seu outro oficial superior (e amante?). Depois conhecemos o time de cientistas que decide por conta própria fazer um motim, discar para outro planeta e sumir pelo espaço a fora. Em seguida, o mais confiável dos oficiais confessa seus pecados ao ter uma miragem com o padre que o criou enquanto procura desesperadamente uma solução para o envenenamento do ar na Destiny. E para completar, dr. Carlyle (ele de novo) força Eli a enfiar o braço no ‘event horizon’ arriscando tudo para manter o portal aberto depois da contagem regressiva ser encerrada. Foi tenso, foi bem tenso e não envolveu nenhum alien anglófilo. Estou gostando de SGU, gostei de ver o O´Neill de novo e mais ainda: gostei de ver que os tripulantes podem voltar a Terra para uma visita graças a pedras mágicas. Somente no Sy-Fy mesmo! [compre Stargate em DVD]

Ufa… semana que vem tem ‘TBBT‘, ‘Glee‘ e quem sabe ‘Flash Forward‘ (isso se ela não virar o novo ‘Heroes‘, bate na madeira 3x)



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    Physical therapy is the treatment of functional limitations to prevent the onset or to retard the progression of physical impairments following illness or injury. Medicare pays for physical therapy in at least two contexts.