Goma-visão #28 – Até que a morte os reúna


Conforme nos aproximamos do encerramento da maioria das séries e – consequentemente – da Goma-visão, os padrões que unem as tramas começam a ficar cada vez mais claros. Se para um casamento, a morte é fator de separação, para algumas das séries abaixo, é através dela que a trama de uma temporada se amarra. Já falamos do amor, que tal um tópico mais obscuro?

Essa semana teremos Lost, Happy Town, The Vampire Diaries, Fringe, Stargate Universe e Doctor Who. Com spoilers que podem arruinar tudo para quem ainda não assistiu.

Lost - “The Candidate”
Pouco a pouco, a carnificina torna-se comum em ‘Lost’, às vezes com resultados mais ou menos emocionantes. No caso de ‘The Candidate’, a reação de quem acompanha a série nos últimos seis anos não poderia ter sido mais intensa. Se despedir de Jin e Sun nas circunstâncias trágicas de um submarino afundado não poderia ter sido mais doloroso. O casal que não existia no roteiro do piloto original acabou tomando de assalto a audiência para figurar entre os mais românticos personagens da série, pau a pau com Desmond e Penny. A questão que fica é: quem serão os próximos a morrer? Em ‘Lost’ só pode restar um… tal qual ‘Highlander’.

Happy Town“I Came to Haplin for the Waters”
Chegando ao final dessa festa que é a Goma-Visão, ‘Happy Town’ dará as caras aqui apenas para pontuarmos que não será o fim dos mistérios na televisão. Com uma trama com um pé em ‘Twin Peaks’ e outro em qualquer thriller policial-sobrenatural, a nova aposta da ABC tem um elenco interessante [apesar do excessivo número de personagens] e uma trama complexa na medida certa. Quem será o “Magic Man” que faz pessoas desaparecerem sem deixar vestígios? O que será que Sam Neill está fazendo numa cidade que o rejeita? Que demônios fizeram de Chloe uma presença doentia na mente do xerife de Haplin? E a mais importante das questões: Quando Amy Acker vai se revelar uma fria e psicótica assassina? Afinal… Amy Acker!

The Vampire Diaries“Isobel”
E finalmente, conhecemos a mãe morta da Elena. E uau, que personagem deslocada de ‘True Blood’ não? Pena que era tudo mentirinha e no fundo, Isobel estava mesmo em Mystic Falls para proteger a filha e esconder a identidade não tão secreta de seu pai. Mal sabe Elena que ela é, afinal, uma Gilbert. Por outro lado, Damon volta a brilhar como o melhor amigo que todos nós gostaríamos de ter – contanto que ele não acordasse um dia e estivesse cansado de nós. Confesso que assisto ‘The Vampire Diaries’ na vã tentativa de que ela vá suprir o vazio deixado por ‘Buffy’. Se a mistura entre vampiros, bruxaria e novela continuar, quem sabe um dia ela chegue… não, nunca vai suprir, mas vou continuar assistindo.

Fringe“Northwest Passage”
Peter Bishop solo num capítulo que ressoou mais ‘Arquivo X’ do que qualquer outro até agora. A investigação policial até que serviu seu propósito de nos distrair do aspecto surreal que a trama dessa temporada atingiu. Ciente de que não é desse mundo, Peter tenta explicar algumas das bizarrices que o cercam para a policial recém introduzida na trama e mesmo ela “querendo acreditar” estava difícil engolir transmorfos que sangram prateado. Mas não se aflija, fã da mitologia, todo esse Fringe 101 caiu rapidinho quando fomos jogados ao derradeiro encontro entre Peter e seu verdadeiro pai, Walternative.

Stargate Universe“Sabotage”
Quando o som do Stargate ecoou, fiquei na ponta da cadeira pensando: não, eles não vão fazer isso. E fizeram! Com a saída da Destiny da velocidade FTL, o endereço da nave ancient voltou a aparecer na rede de gates e – fácil assim – Eli, Chloe e Scott voltaram ao aconchego da tripulação mais azarada do universo. Foi um tanto decepcionante que o arco complicado de resgate iniciado dois episódios atrás tenha se resolvido tão facilmente, ainda assim, confesso que foi um alívio ver o Eli de volta. Paralelo a isso, mais confusão envolvendo as pedras de comunicação [que eu ainda não sei como funcionam] e os misteriosos alienígenas que querem a Destiny a qualquer custo. Nada como o bom e velho uso da cadeira para acessar os motores da nave, ainda que seu corpo evapore no processo, né?

Doctor Who“Vampires of Venice”
Bastante similar ao começo da quarta temporada, tivemos em ‘Vampires of Venice’ mais um planeta desaparecido e dessa vez naõ foi obra de Davros e seus Daleks, mas sim do temido silêncio que reescreve o tempo e apaga a história. Escrito por Toby Whitehouse [Being Human], o episódio dessa semana foi um dos mais bem produzidos da série. O cenário e as piadas internas enriqueceram uma história simples na qual o Doctor foi, finalmente, o herói. Apesar disso, Amy continua agindo como se soubesse o que fazer nos piores momentos possíveis. A ótima inclusão de Rory – para aumentar a tensão entre a companheira e o Doctor – só teve a acrescentar a trama maior da temporada. Semana que vêm teremos: Dream Lord! Sério?!

Mais uma Goma-visão faltando, agora em 15 dias. Final de ‘Lost’, aí vamos nós!



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