Goma-visão #21 – XOXO


Será possível que o hiato seja um mau negócio para as séries? Quem tava indo mal, tem chance de repensar seu roteiro, mas e quem tava indo bem? Essa semana me peguei detestando séries que foram elogiadas por mim até sua pausa em 2009. Estaria eu com bipolaridade televisiva ou será que recesso abriu meus olhos e agora eu posso ver a verdade?

Na Goma-visão de hoje teremos Gossip Girl, 24, Damages, House, Lost e 30 Rock. Spoilers por todos os lados.

Gossip Girl“The Hurt Locket”
Dá me importar menos com vocês, upper east siders? Como já entreguei logo no começo, a lacuna em Gossip Girl me fez repensar os reais motivos que ainda me fazem acompanhar essa série. Posso dar até dois: Blair e Chuck. De resto, quem ainda liga para Jenny e suas aventuras no maravilhoso mundo da farmaco-costura? Quem se importa com o velho-novo-e-futuro-velho casal Serena e Nate? Pobre Dan Humphrey cuja trama paralela se tornou TÃO paralela que seu tempo de câmera agora é ainda mais ínfimo do que quando ele namorava a Hillary Duff. Nem vou comentar que já havia me esquecido do motivo da briga entre Lily e Rufus. Se não fosse a troca de casais e o diálogo final com a mãe (?) do Chuck, acho que seria seguro dizer que perdi quarenta e dois minutos da minha vida assistindo “The Hurt Locket”. Minutos que não voltarão mais…

24“Day 8: 2:00 A.M. – 3:00 A.M.”
Ele se define como ‘consultor por um dia’; Ele ameaça mães de terroristas; Ele sobrevive a explosões próximas a câmaras hiperbáricas; Ele limpa o sangue alheio da camisa e sai pra interrogar presidentes do Oriente Médio; Ele é Jack Bauer e a FOX quer cancelá-lo. Como muitos parecem concordar com os indicativos de que o cronômetro está para parar em 24, estou aqui para fazer a campanha pelo não cancelamento. Como todo bom herói de ação, Jack Bauer tem potencial para infinitas tramas. Com um bom roteirista e um bom vilão, o melhor personagem de Kiefer Sutherland ainda pode fazer maravilhas, vive o nível de adrenalina no mais recente episódio da oitava temporada. Eu tenho fé, FOX!

Damages - “You Haven’t Replaced Me”
Está ficando deliciosamente dificil diferenciar Patty Hewes de Ellen Parsons. Ambas se equiparam no nível de trambicagens e é justamente na relação co-dependente entre as duas advogadas que está o segredo do sucesso dessa terceira temporada, ainda sem um antagonista claro. Foi-se o tempo em que era fácil culpar Ted Danson por todas as maldades de Damages. Chegando cada vez mais fundo no mistério sobre o dinheiro escondido dos Tobin, Tom Shayes caminha na direção da morte certa. Ou não? O interessantíssimo flash-forward final de “You Haven’t Replaced Me” revelou que o membro mais confiável da Hewes Associados não estava morto quando alguém o nocauteou. Teria sido outra pessoa a terminar o trabalho e jogar o corpo de Tom no Hudson? ‘The plot thickens’ e Leonard Winstone cresce em nossos corações.

House - “Private Lives”
Wilson fez um filme pornô. É, não faltava mais nada pra ser exposto. Isso até semana que vem, quando revelarem que a Cuddy fez a seqüência. Abismalices a parte, “Private Lives” foi um episódio decente sobre um blogueira (roteiristas assistiram ‘Julie & Julia’) que desconhecia o conceito moderno de privacidade. Tirando o fato de Chase não saber que era bonito, a parte sobre House estar em busca de alguém – quem sabe seu pai biológico pastor – que partilhasse de sua individualidade de pensamento me tocou de uma forma inesperada. Sim, o Wilson está certo. Todos queremos isso, mas de alguma forma pessoas como Gregory House tem uma dificuldade maior em encontrar similares. Ok, me identifiquei. E eu nem preciso ser um mestre dos diagnósticos pra isso.

Lost - “Dr. Linus”
Foi unânime a reação e eu estou com a massa ao dizer que “Dr. Linus” foi o episódio que estávamos esperando em Lost. Emocionante na medida certa, a trama conseguiu nos deixar interessados tanto no universo da ilha quanto no universo paralelo. A versão escolar das politicagens de Benjamin Linus serviu muito bem para demonstrar a maleabilidade de decisões com que os personagens tem que lidar independente da realidade em que estiverem. Fora da ilha, Ben mantém uma relação estável com seu pai, respeita os colegas de profissão, tem reais sentimentos por Alex e é capaz de fazer a coisa certa mesmo que sofra as conseqüências. Na ilha, Ben provou estar pronto para um real arrependimento quando Ilana lhe deu a chance de tomar a decisão certa. O que me perturba o sono é: será que o Ben bonzinho estragará a atuação dúbia e desconcertante de Michael Emerson? Em nome de Jacob, eu espero que não.

30 Rock“Future Husband”
Não andava lendo nada sobre as futuras participações especiais em 30 Rock, por isso fui mesmo pego de surpresa com Michael Sheen interpretando o futuro marido de Liz Lemon. Bom, nem tanto ja que os dois parecem só se dar bem sob efeito de anestesia. O brilho do episódio foi mesmo a compra da NBC e as reações de Jack a possibilidade de ter seu nome apagado das listas de contato mundiais. Alec Baldwin cresce cada vez mais no papel do executivo americano ambicioso que realmente acredita nos absurdos corporativos passados como filosofia de vida. A pequena cena dele lendo passagens do livro de Don Geiss para Elizabeth Banks me causou um ataque de riso imprevisto. Apesar de terem deixado de lado a rotina no TGS, Tracy e Jenna compensaram com mais um capítulo sobre a ególatra vida dos atores em busca de reconhecimento. Pode continuar assim que tá ótimo, Tina!

Quem tem fôlego pras estréias da semana que vem? Que venha “Parenthood”



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  • rogério

    pirei forte quando ficou subentendido que Lenny foi ladrão no passado, mudou de nome e teve digitais identificadas.

    foi o melhor episódio desde a premiere da temporada.

  • http://www.lhys.org/ Luciana Silveira

    Nada de Life Unexpected? E eu achando que vc deveria trocar o bromance com o Lee Dewyze por um com o Jack McPhee…