Goma-Visão #1 – E é assim que a Goma vê!


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Calma lá, isso não é um prenuncio de videocast da Goma. Nós continuamos bastante tímidos e preferimos permanecer seguros por trás dos nossos posts. Ainda assim, a Goma-Visão pretende ser mais do que um joguinho de palavras! Todo domingo postaremos aqui um resumão semanal do que se passou no mundo das séries televisivas. Faz tempo que elas deixaram de ser ‘enlatados’ e se tornaram parte do panteão da cultura pop, assim como da programação semanal de muita gente, superando com roteiros criativos e atuações memoráveis até mesmo o todo-poderoso cinema.

De começo faremos assim: resenhas rápidas sobre o que valeu a pena na semana que se passou! E sempre seguindo a programação gringa. Ou seja, se você assiste pela programação dos canais brasileiros esse aqui é um campo minado de spoilers.

Quem sabe com o tempo a coluna se expanda a territórios televisivos nunca dantes navegados. Na primeira edição teremos: Bored To Death, Gossip Girl, The Big Bang Theory, House, Glee, Fringe, Flash Forward, Grey’s Anatomy, Dollhouse e Smallville!

Bored To Death“Stockholm Syndrome” / “The Alanon Case”
Bored To Death Muita gente esperava muito dos dois primeiros episódios de “Bored To Death”, nova empreitada da HBO que tem um elenco estelar. Ted Danson, Zack Galifianakis e Jason Schwartzman (nome que eu finalmente aprendi a escrever sem ter que olhar no google) se unem numa fuga coletiva de suas vidas mundanas quando, num lampejo de tédio, o escritor Jonathan Ames decide se anunciar online como um ‘investigador particular sem licença’, tendo como repertório base um acervo de histórias de detetive. Seu melhor amigo quadrinista (Galifianakis) e seu editor (Danson[bb]) a princípio não embarcam na idéia detetivesca, mas aos poucos começam a participar do enredo que tenta ser uma comédia ‘woody alleniana’ com ares noir. Por mais que alguns espectadores não tenham se impressionado com o começo morno, ainda acho que “Bored To Death” tem potencial pra genialidade. [compre: Bored to Death em DVD]

Gossip Girl“Reversals of Fortune” / “The Freshman”
É tempo de amadurecer no Upper East Side. E nada melhor do que amadurecer tomando uns bons tapas da vida. Nos dois episódios que marcaram a volta de “Gossip Girl” a programação do CW, os riquinhos mimados mais famosos de Nova York tiveram que lidar com um bom número de decepções. Serena cavalga (literalmente) para chamar a atenção do pai, Dan tem que lidar com os milhões que seu pai agora pode lhe oferecer, Chuck embarca na monogamia e Blair percebe que as regras da faculdade não são as mesmas da escola. Quem reinou no colegial não necessariamente irá reinar na NYU. Estão lá também Georgina (até quando? ninguém sabe) e o irmão secreto de Dan e Serena que até agora não mostrou a que veio. E se você vier me perguntar: o que anda fazendo Nate Archibald? Eu te responderei: a mesma coisa desde o episódio piloto (nada de relevante). [compre Gossip Girl em DVD]

The Big Bang Theory“The Electric Can Opener Fluctuation”
Fui só eu ou alguém mais achou estranho o súbito romance entre Penny e Leonard? Tudo bem! A distância, a amizade crescente, o fato de Leonard ter agüentado Sheldon por três meses num confinamento gélido no pólo sul, mas… ninguém esperava que o encontro derradeiro com a vizinha gostosa fosse rolar tão facilmente. Ainda assim, a estrela do começo da temporada continuou a ser Sheldon e seu ego que desafia as leis da física. A grandeza de sua neurose foi ofuscada apenas por sua mãe que, brilhantemente, o colocou nos eixos ao forçá-lo a rezar a mesa ou a abraçar o criacionismo. O saldo positivo do episódio foi restabelecer o carma ao mostrar que Penny e Leonard podem não se tornar o casalzinho comum que esperávamos que eles se tornassem e isso é ótimo. Se quer ver romance, mude de canal! [compre: The Big Bang Theory em DVD]

House's Flew Over The Cuckoo's NestHouse“Broken”
Quando “House” começou eu tenho que confessar: não dava mais do que duas ou três temporadas, mas Hugh Laurie subverteu a previsibilidade dos episódios “doença da semana” e passou a nos entregar semanalmente doses de atuação genial. Transcendendo roteiros ordinários, o dr. Gregory House tomou seu lugar ao pop com seu perigoso narcisismo ególatra. Tão perigoso que causou no próprio um surto psicótico obrigando-o a se internar num Hospital Psiquiátrico. De lá começa a sexta temporada num episódio sem grandes resgates ou diagnósticos miraculosos. Bem ao clima de Um Estranho no Ninho[bb], House passa por maus momentos tentando recuperar sua sanidade, livrar-se da dependência de vicodin e recuperar mínimas habilidades sociais. Graças a um excelente elenco de apoio e um novo e relampejante interesse romântico (Franka Potente, te amamos!), Greg recuperou-se num dos episódios mais emocionantes da série. Se você não deu uma só choradinha durante a despedida do sanatório, corre o risco de não ser mais humano. [compre House em DVD]

Glee“Preggers”
Quem podia imaginar que Beyonce seria crucial para a vitória de um time de futebol americano? Te respondo já: os roteiristas de “Glee”. De longe, o melhor lançamento da temporada, a série da Fox está se superando a cada episódio, ainda que seus espectadores nem sempre consigam enxergar seu ineditismo. A empreitada arrisca tudo unindo musicais a dramas bem comuns de personagens não idealizados. Nesse quarto episódio mais focado nos dramas de Kurt, “Glee” ganhou a audiência provando que não se deve apostar tanto em estereótipos. O adolescente gay[bb] não apenas ensinou o time de machões a jogar como foi o responsável pela vitória final ganhando coragem suficiente para confrontar seu pai, que também não se mostrou o durão ignorante que todos esperavam ser. Quanto ao resto dos dramas, Rachel continua a ser irritante (essa é sua função social) e Sue Sylvester ainda rouba todos os holofotes quando entra em cena. “And that’s how Sue Cs it”.

FringeFringe“Night of Desirable Objects”
Olivia está de volta e não está sozinha. A ‘Fringe Division’ retoma suas atividades graças as barganhas trambiqueiras de Peter Bishop, ou como todos nós o conhecemos: Peter II. Com uma nova apresentação que destacou os temas do episódio (Realidades Paralelas e Mutação), “Fringe” continua a crescer tanto nas abordagens científicas (o tema recorrente do corpo humano existindo para ser hackeado) quanto no aprofundamento de seus personagens. Quando Olivia começou ela era só mais uma agente do FBI[bb], hoje, ela cresce em nossos corações e a partir de agora cresce também em super-poderes! Como resultado da transposição de mundos, Olivia agora pode escutar muito mais do que uma pessoa normal. Walter sabe desses efeitos colaterais, mas sua confusão mental nem sempre o permite ser de muita ajuda. Eis que entram Nina Sharp e o cientista do boliche para ajudar a agente Dunham em seu retorno a esse admirável mundo novo. [compre: DVD de FRINGE]

Flash Forward“No More Good Days”
Vocês viram esse piloto? Eu duvidava que FF fosse mesmo tentar assumir o título de novo “Lost[bb]“, mas ao que tudo indica é bem possível que isso aconteça. Com um primeiro episódio tenso, dramático e cheio de potenciais bons personagens, a nova série da ABC promete. Por 2 minutos e 17 segundos (se não me engano) a Terra parou e todos os seus cidadãos desfaleceram. Não demora muito para alguns deles perceberem que durante seu sono, suas consciências tiveram um vislumbre do que estariam fazendo em exatamente seis meses. A questão é: como Mark Benford (bem interpretado por Joseph Fiennes[bb]) vai conseguir unir as visões do futuro e entender o que esse misterioso evento esconde? Quando estávamos próximos de relaxar e aguardar o futuro sendo desvendado descobrimos a mais chocante das notícias: nem todos dormiram durante o grande blecaute.

Grey's AnatomyGrey’s Anatomy“Good Mourning (1)” / “Goodbye (2)”
A crise chegou ao Seattle Grace. Retomando de onde paramos na temporada passada, assistimos a morte oficial de George O’Malley, ao mesmo tempo em que Izzie Stevens vive para morrer um outro dia. Não foi o melhor dos começos de temporadas, a choradeira foi intensa e progressiva e ao final de dois episódios temos um monólogo jogral que dá a chance de todos fazerem a Meredith da vez. Apesar do dramalhão (ainda que necessário), “Grey’s Anatomy” continua sendo um dos dramas médicos mais interessantes dos últimos anos, chegando até mesmo a rir de si numa já clássica cena em que os residentes expurgam toda a zica noveleira numa sessão de riso descarregado. Valeu ver a Izzie dizendo descrente: “I have cancer, what’s up with that?”. [compre: Grey's anatomy em DVD]

Dollhouse“Vows”
Presa nas sextas malditas, “Dollhouse” retorna em toda sua glória e sem mais tentar agradar o espectador médio com piruetas visuais. O foco aqui não são efeitos ou explosões e “Dollhouse” entrará de cabeça na filosofia por trás da capacidade de se implantar identidades. O jogo de gato e rato entre Topher e a Dra. Saunders (quem descobrimos na temporada passada ser Whiskey, uma doll) rouba facilmente a atenção de Echo e Ballard. Questionando o fato de sua existência ter sido condicionada por uma máquina, Saunders (Amy Acker cada vez mais impressionante) entra em conflito com seu criador e recusa até mesmo ser reimplantada com sua personalidade original. ‘Ela não quer morrer’. Enquanto isso, Echo está cada vez mais consciente de si e demonstra as habilidades de Alpha podendo acessar antigos imprints de personalidade para se defender. É sempre bom ver Eliza Dushku ‘kicking some ass’, mas o destaque mesmo foi Jaime Bamber de vilão[bb]. [compre: Dollhouse em DVD]

Super Neo!Smallville“Savior”
Eu sei, eu sei. NONA temporada! Quem diria? Eu certamente diria, porque assisto, mas o resto do mundo parece estar impressionado (negativamente) com o feito de “Smallville”. Embarcando em mais um ano, a série que conta(va) a história de um jovem Clark Kent antes da capa, desistiu de ser jovem e abraçou a vida adulta do Superman. Ele agora usa uniforme (uma versão preta, grafitada) e salva o mundo sem mostrar seu rosto. Depois de ter enfrentado Doomsday na temporada passada, Clark agora tem que lidar com o fim da Liga da Justiça, a morte do marido de sua melhor amiga (mataram Jimmy Olsen!) e o desaparecimento de Lois Lane que, ao que tudo indica, envolveu uma viagem ao futuro. Como se não bastasse isso, Tess Mercer (a vilã que não faz maldades) libertou Zod e vários soldadinhos kriptonianos, mas relaxe, eles estão sem poderes. Aonde tudo isso vai chegar, eu não sei! Clark ainda não pode voar, pois se enxerga como humano, Chloe agora anda armada, o Arqueiro Verde (o Batman de “Smallville”) abandonou a causa e John Corben (David Silver de ‘Barrados no Baile[bb]‘), o futuro Metallo, chegou a Metropolis. Confuso? Então eu não recomendo que você tente entender o sonho erótico-apocalíptico de Lois ao final do episódio. Oremos por um milagre roteiristico! [compre Smallville em DVD]

Semana que vêm tem mais!



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