Goma vai ao Oscar: Saiba o que pensamos sobre os 10 indicados ao prêmio de melhor filme


Nós aqui mandamos buscar nossos melhores smokings. Já a ala feminina da Goma ainda está na dúvida de qual estilista escolher para atrair os closes certos no tapete vermelho. O importante mesmo é que estaremos lá, trajados e cheirosos, na frente da TV enquanto as verdadeiras estrelas desfilam rumo a auto-premiação mais famosa do mundo, o Oscar.

Na semana da entrega de prêmios da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas trazemos para você um resumo relâmpago sobre o que pensamos dos 10 indicados para a mais disputada categoria do Oscar, que acontecerá no próximo dia 7 em Los Angeles.

Dê só uma olhada em quem achamos que vai vencer, quem merece ser esquecido e quem está ali só pelo oba-oba:

Amor Sem Escalas
Título Original: Up in the Air
Direção: Jason Reitman
Com: George Clooney, Vera Farmiga, Anna Kendrick, Jason Bateman e Amy Morton
Se existe uma fórmula ideal para disfarçar pensamentos conservadores com as cores vibrantes do liberalismo, Jason Reitman pode se proclamar seu autor. Desde “Obrigado por Fumar”, o diretor tornou-se mestre em trabalhar questões espinhosas para os americanos, engenhosamente descreditando os pontos chave da polêmica da vez . Quê? Calma, eu já esclareço. No filme de 2005, Reitman se divertiu mostrando que existe humanidade por trás daqueles que falam pela indústria maligna do cigarro. Em 2007, com “Juno”, o diretor nos conduziu pela “libertadora” história de uma adolescente grávida que se resguarda do aborto, entrega o filho para adoção [nas mãos de uma tradicional mãe de classe média alta] e retoma o namoro com o pai da criança numa tentativa de resgatar a própria inocência. Esse ano, em “Amor Sem Escalas”, passeamos com George Clooney pelo cenário da crise americana. Pago para demitir pelos que não tem coragem de fazê-lo, o personagem que cultiva uma vida sem laços emocionais vai aos poucos se rendendo aos caprichos de uma comédia romântica deliciosamente inevitável somente para amargar a conclusão de que não havia nada de libertário em seu modo de vida. Numa espécie de atualização realista das comédias românticas, Jason Reitman costura um filme fácil de ser assistido, mas cuja ética distorcida flerta mais uma vez com o previsível moralismo americano. [Denis Pacheco]

Chances de levar o careca dourado: Poucas. Jason Reitman está comprometido com os prêmios de direção e roteiro, mas o filme não tem potencial para abocanhar o prêmio num ano com tantos concorrentes de peso.

Avatar
Título Original: Avatar
Direção: James Cameron
Com: Sam Worthington, Zoe Saldana, Michelle Rodriguez, Sigourney Weaver, Giovanni Ribisi
(…) Enquanto a crítica internacional louva a conquista cinematográfica materializada nos fenomenais efeitos especiais, uma abafada parcela de vozes sussurra o pequeno detalhe que inviabiliza quase todo o propósito de Avatar: não há história. Ou melhor, devo extrapolar, há história, a mesma que já nos foi contada em outras obras, o velho mito do homem branco sendo introduzido na cultura estrangeira, redescobrindo seu valor e posicionando-se contra sua própria cultura. Se você assistiu Dança com Lobos, Pocahontas e O Último dos Moicanos já assistiu Avatar. E digo mais… [Denis Pacheco]

Chances de levar o careca dourado: Altas. O apelo da bilheteria bilionária somados ao histórico e carisma de James Cameron contarão muito para os votantes da Academia. Seria Avatar capaz de vencer as críticas que questionam sua relevância cinematográfica?

Bastardos Inglórios
Título Original: Inglourious Basterds
Direção: Quentin Tarantino
Com: Brad Pitt, Mélanie Laurent, Eli Roth, Christoph Waltz, Michael Fassbender
A auto-proclamada obra-prima de Quentin Tarantino tinha o que parecia ser uma missão suicida: criar pela enésima vez um novo nível de polêmica em torno do nome do diretor, incitar uma discussão estética relevante, capturar o imaginário coletivo e divertir a galere. Por sorte, filmes de Tarantino são como personagens de Tarantino – chutam bundas sempre. Bastardos é uma espécie remake de um clássico cult italiano dos anos 70 [Quel Maledeto Treno Blindato], e por isso é um filme de gênero que homenageia e apresenta a nós leigos toda uma cultura visual quase esquecida. O homem também moldou o gosto musical de muita gente, mas aqui (ainda que a trilha sonora nunca falhe) o foco está claramente no poder da imagem. A arte do filme é uma estileira só e a fantasia européia é criada com virtuosismo. Não falta uma heroína forte e sensual, e ninguém vai terminar de ver esse filme sem querer ser ou pegar a conspiradora judia que vive como hipster em Paris. Os vilões são Hitler, Goebbels e o inesquecível e aterrorizante oficial nazista interpretado por Cristoph Waltz. Polêmicas tem duas – uma chata: estaria o filme glorificando especificamente a violència militar americana ou apenas retratando-a como comédia? e outra legal: essa é ou não a obra prima de Quentin Tarantino? [Thiago Baraldi]

Chances de levar o careca dourado: Moderadas. Tarantino já foi um queridinho da Academia, e apelar para um dos temas mais glorificados pelos votantes – o manjado set da Segunda Guerra Mundial – pode ter sido a estratégia certa para faze-los esquecer de sua indulgência na epopéia de Kill Bill.

[compre: roteiro de BASTARDOS INGLÓRIOS]

Distrito 9
Título Original: District 9
Direção: Neill Blomkamp
Com: Sharlto Copley, Jason Cope, Nathalie Boltt, Sylvaine Strike, Elizabeth Mkandawie
Baseado num curta metragem dirigido por Neil Blomkamp, “Distrito 9″ é a ficção científica mais humana da última década. Com uma premissa tão simples quanto original, a história sulafricana sobre alienígenas presos numa terra sem leis [a seu favor] joga exemplarmente com as temáticas do preconceito, do egocentrismo, do corporativismo [World Nations United] e da ineficiência do Estado. A trama, que sai pela tangente da grandiosidade hollywoodiana, se passa num recorte cotidiano, travestido de desimportante. Provando que os grandes momentos da História são protagonizados não por Presidentes ou Autoridades, mas sim pessoas comuns – sejam humanos ou Aliens – Distrito 9 escapa dos clichês do gênero. Seu protagonista, Wikus van de Merwe, é uma espécie de Seth Brundle invertido, que se torna progressivamente mais humano ao ser afetado pela transformação no monstro que foi ensinado a repudiar. Pecando apenas em não deixar claro os limites que separavam ficção e o falso jornalismo documental que permeia a história, “Distrito 9″ é possivelmente um dos mais interessantes roteiros concorrendo ao prêmio máximo da Academia. Num universo de filmes sci-fi que flertam com ação, D9 é o mais caprichado filme-pipoca de 2009. Tal qual “Blade Runner”, D9 deixa um bom número de questões não respondidas, mas não carece – obrigatoriamente – de uma seqüência para resolver suas pontas soltas. Complexo na medida certa, o roteiro mescla discussão política com universalismos filosóficos e robôs gigantes armados com metralhadoras. Dá pra ficar melhor? [Denis Pacheco]

Chances de levar o careca dourado: Bem poucas. Ainda que o filme seja um dos melhores dentre os indicados – na opinião desse que vos escreve – ficção científica é, por si só, um gênero marginal e desprestigiado.

[compre: DISTRITO NOVE em Blu-Ray]

Educação
Título Original: An Education
Direção: Lone Scherfig
Com: Carey Mulligan, Peter Sarsgaard, Alfred Molina, Dominic Cooper, Rosamund Pike
Na Inglaterra dos anos 60, as garotas aprendiam a costurar, cozinhar e andar com elegância, além do Latim, História e Literatura. Com alguma sorte, iriam para a faculdade. Com muita sorte, arranjariam um marido com um bom emprego e se tornariam boas donas-de-casa. Nesse contexto, a jovem Jenny Miller conhece David, um homem mais velho e sedutor, que lhe apresenta a possibilidade de uma vida mais glamurosa e excitante – e a faz questionar o propósito de tanto esforço e estudo, se o que ela quer não está nos livros. Um pouco indeciso entre ser um conto moral e uma história de rito de passagem, o roteiro de Nick Hornby, baseado nas memórias da jornalista Lynn Barber, prefere se concentrar nas emoções da adolescente deliciada em descobrir um mundo adulto a explorar o lado impróprio e escandaloso do relacionamento, o que lhe rendeu críticas de um lado e suspiros do público do outro. De fato, é difícil não compartilhar do encantamento de Jenny por David, por mais que seja óbvio que aquilo não vá dar certo. Herdeira direta de Audrey Hepburn em “Sabrina”, “My Fair Lady” e “Funny Face”, Carey Mulligan vai de garota insegura a adulta sofisticada com graça e carisma, e na verdade é quem impede o filme de ser tornar uma caricatura feminista (?), porque o final edificante e otimista, convenhamos, é de doer.[Annix Lim]

Chances de levar o careca dourado: Poucas. O filme inglês pode ter conquistado a crítica, mas parece não ter recebido maior apoio do grande público. E, convenhamos, o Oscar é um prêmio que sim, mesmo americano, remete a platéias globais.

Guerra ao Terror
Título Original: The Hurt Locker
Direção: Kathryn Bigelow
Com: Jeremy Renner, Anthony Mackie, Brian Geraghty, Guy Pearce, David Morse
Talvez seja um bom sinal que o filme mais carregado de testosterona dessa safra tenha sido dirigido por uma mulher. Possivelmente “a” mulher, Kathryn Bigelow enfrentou um pesadelo logístico no deserto da Jordânia para filmar sua “Guerra ao Terror”. Mesmo não trazendo novidades ao sub-gênero de filmes que recontam elementos do conflito iraquiano, o roteiro de “Guerra ao Terror” cresce em cima de um personagem principal devidamente marcante. O que Sam Mendes não conseguiu com Jake Gyllenhaal, Bigelow alcançou com Jeremy Renner, como o Sargento William James. Levado ao Oriente Médio depois da morte do responsável pela Unidade de Desarmamento de Bombas local, William não é o estereotipo do soldado americano, mas se esforça para representar o papel do Capitão América que perde a identidade em prol da missão, nem tanto da bandeira. Assim como gosta de escutar sua música – em alto e perturbador som – James se envolve pauleiramente em situações de vida ou morte sem qualquer receio pela própria existência. Conflituoso, o personagem navega por um roteiro meio sem propósito que apresenta todo o tipo de cenário militar no qual o risco de morte é iminente. De emboscadas no deserto até o desarmar irresponsável de explosivos, James faz o que lhe convém, irritando sua equipe e quase os conduzindo a um pesadelo ainda maior do que a própria guerra. Quando confrontado com a realidade suburbana da vida com a esposa e filho, o Sargento expõe no olhar vazio o total desespero de ter que enfrentar a rotina como um homem de família ordinário. Preso no tal “Hurt Locker” que nomeia o filme, James recria sua identidade trocando um casamento por outro num ciclo de serviços prestados até que a morte os separe. Com “Guerra ao Terror”, Bigelow trouxe – com uma trama que foi confundida por alguns críticos como errática demais – aquilo que, volta-e-meia, se faz necessário mostrar para o grande público [especificamente no cinema americano]: da guerra colhe-se apenas guerra. [Denis Pacheco]

Chances de levar o careca dourado: Altíssimas. A campanha de Guerra ao Terror tem sido impecável, apesar de uma ou outra falha dos produtores. Seria esse o ano em que uma mulher na direção emplacaria Melhor Filme e Melhor Diretor?

[compre: GUERRA AO TERROR em Blu-Ray]

O Lado Cego
Título original: The Blind Side
Direção: John Lee Hancock
Com: Sandra Bullock, Tim McGraw, Quinton Aaron, Kathy Bates
“The Blind Side” empresta a história do offensive tackle Michael Oher, contada no livro do jornalista Michael Lewis*. A vida de Oher, afinal, é puro material cinematográfico. Ele é um daqueles heróis que nascem com nada e conquistam tudo – como mais descrever a história de um garoto que nasce abaixo da situação de risco, cresce em lares adotivos e vai parar na NFL, a mais importante liga de futebol americano do mundo, com um diploma debaixo do braço?
Mas a verdade é que o filme é sobre Leigh Anne Tuohy, a decoradora branca, loira e rica que carrega na maquiagem e no sotaque sulista. Leigh Anne é mostrada como a força que move a família Tuohy a absorver Michael Oher – que, com isso, também passa a ser movido por Leigh Ann. A Leigh Anne de Sandra Bullock, por sua vez, é força que move o filme. Bullock faz uma mandona Leigh Anne incrivelmente gostável por sua personalidade, e não apenas por suas ações. Outro ponto para a atriz é que em nenhum momento vem à mente Annie Porter, Angela Bennett, Sally Owens, Lucy Kelson, Gracie Hart ou qualquer outra encarnação anterior de Bullock. É claro que o roteiro do diretor John Lee Hancock fantasia onde pode, corta algumas esquinas, acelera tudo em 2 horas e corrige todas as falhas de caráter que poderia encontrar (vale a leitura do artigo “The Ballad of Big Mike”, publicado no jornal The New York Times). Vai ganhar o Oscar? Não. Já vimos essa história milhares de vezes, com jóqueis, golfistas e jogadores de baseball (o próprio Hancock já havia explorado a temática em “The Rookie”, de 2002). Mas talvez não exista nada errado em simplesmente contar uma história em um filme. [Luciana Silveira]
* Segundo a sinopse, o livro The Blind Side: Evolution of a Game usa a história de Oher como parte de sua análise sobre as mudanças no esquema tático do futebol americano. Essa abordagem, por sinal, aparece nos melhores momentos do filme.

Chances de levar o careca dourado: Moderadas. O Lado Cego pode ser a grande zebra da premiação. Sandra Bullock reinventou-se sem perder a fama de namoradinha da América e carregou o roteiro edificante nas costas. Além do que, depois de “Crash”, tudo é possível.

Preciosa – Uma História de Esperança
Título Original: Precious: Based on the Novel Push by Sapphire
Direção: Lee Daniels
Com: Gabourey Sidibe, Mo’Nique, Rodney Jackson, Paula Patton, Mariah Carey
A vida é dura. A vida é curta. A vida é dolorosa. A vida é rica. A vida é… Preciosa. Será? Com essa tagline, “Preciosa” tenta a todo custo nos provar de que existe uma grande lição em visitarmos o fundo do poço moral. Contando a história da jovem Precious Jones, o diretor Lee Daniels explora as nuances de uma realidade marginal. Abusada pelo pai, grávida pela segunda vez e assediada tanto na escola quanto dentro de casa, Precious apanha em todas as instâncias da vida por quase duas horas de intensa dramatização. Não bastando o cotidiano sofrido no qual Precious é impedida de criar sua filha com Síndrome de Down e forçada [até!] a roubar comida, a jovem ainda descobre que seu falecido pai lhe transmitiu AIDS. Tá bom ou quer mais? Apesar de ser um filme emocionalmente carregado, “Preciosa” peca pela melodramaticidade excessiva, apoiada na muleta do realismo. Mesmo tendo o mérito de tirar o melhor das atuações dos não-atores Lenny Kravitz, Mo’Nique e Mariah Carey, Lee Daniels falha em não acertar o timing dramático necessário para levar seu público as lágrimas. Fazendo uma espécie de banalização da pobreza, o diretor reforça estereótipos ainda que sem querer, alienando parte de sua platéia da real intenção proposta pelo longa: a de comover. Comovidos apenas pelo horror da situação abismal na qual Precious se encontra, os espectadores deixam o cinema confusos. Seríamos nós insensíveis? Ou serão os protagonistas sofridos demais para que acreditemos neles? [Denis Pacheco]

Chances de levar o careca dourado: Poucas. “Preciosa” é um filme que se concentra no carisma de seus atores de primeira viagem e muito provavelmente será vencedor apenas nas categorias de atuação. Ainda que haja controvérsias…

Um Homem Sério
Titulo Original: A Serious Man
Direção: Joel Coen, Ethan Coen
Com: Michael Stuhlbarg , Richard Kind , Fred Melamed , Sari Lennick , Aaron Wolff.
Em tom fabulesco, a comédia de humor negro dos irmãos Coen submete o pobre Larry Gopnik a todas as desgraças possíveis – sua mulher quer o divórcio para se casar com o melhor amigo da família, seu irmão lhe traz problemas, seus filhos são egoístas, seu emprego está por um fio. Gopnik consulta três rabinos em busca de respostas sobre o porquê de tanto sofrimento, mas tudo que consegue são mais enigmas vagos.
O pobre Larry se vê perdido, e em grande parte por sua própria culpa, por tentar seguir o que julga serem as atitudes corretas estabelecidas pela sociedade e pela religião. Quanto mais corretamente procura agir, mais se encrenca. Tanto infortúnio acaba gerando uma comicidade nervosa, desconfortável. Certo, entendemos, a ideia é questionar dogmas, religião e o papel do acaso/destino nas nossas vidas – e talvez jogar uma certa lenha na fogueira ao mostrar como certos rituais são vazios de significado. [Annix Lim]

Chances de levar o careca dourado: Altas. Especialmente porque achávamos que “A Single Man” [Direito de Amar] tinha sido indicado no lugar. Sim, jogue a primeira pedra quem nunca trocou homens sérios por solteiros…

Up – Altas Aventuras
Título Original: Up
Direção: Pete Docter
Com: Edward Asner, Christopher Plummer, Jordan Nagai, Bob Peterson
Quando as primeiras imagens de “Up – Altas Aventuras” começaram a aparecer, logo surgiram piadas maldosas dizendo que se tratava de um filme em homenagem ao padre dos balões. A verdade é que a premissa de um filme com um velhinho viajando em uma a casa devidamente presa em bolas de ar bem coloridas parecia tosca, feita para agradar apenas as criancinhas que mal aprenderam a falar. No entanto, quando a obra da Pixar chegou ao cinema, pais e filhos puderam testemunhar uma trama bem mais complexa, que dependia apenas da disposição do espectador para descobrir naquele simples enredo sobre amizade e aventura uma análise sobre os relacionamentos humanos e dos sonhos que almejamos mas nem sempre atingimos. De tão impecável, a história de Carl e Russell gerou comoção, em boa parte dos casos maior até por parte dos adultos que levaram as crianças para assistir aquilo que a princípio deveria ser apenas mais um desenho animado. Mas com a indicação ao Oscar de melhor filme, o diretor Peter Docter (o mesmo de Monstros S.A.) conseguiu comprovar aquilo que todos nós – pessoas já grandinhas mas apaixonadas por personagens como os de UP – já sabíamos: uma animação consegue ser mais profunda e inteligente do que inúmeros dramalhões que são produzidos anualmente sob medida para receber a estatueta da Academia. [Lidiana de Moraes]

Chances de levar o careca dourado: Bem Poucas. Up será – esperamos – premiado como Melhor Animação do ano. E justamente por isso se limará da campanha para Melhor Filme. Uma pena, sr. Fredricksen. Fica para a próxima, Pixar!

Não esquecendo que no próximo domingo estaremos aqui para nosso tradicional Goma-chat a partir das 22h. Aguardamos você, e seu humor afiado, na sua melhor indumentária!



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Goma de Mascar no Facebook

  • http://twitter.com/arrigo arrigo

    Ops, acho que vc confundiu…. não é Single Man que tá indicado, mas Serious Man, dos irmãos Coen…

  • http://meadiciona.com/deniscp/ Denis Pacheco

    Certíssimo Arrigo, fizemos a troca. Falha nossa MESMO, rs

  • http://www.lhys.org/ Luciana Silveira

    Essa fixação em Colin Firth deveria render meses de análise…

  • http://quadrisonico.wordpress.com Márcio

    Boa análise. Concordo em muita coisa. Se quiserem dar uma sacada no meu post sobre os 10 filmes, taí:

    http://quadrisonico.wordpress.com/2010/03/02/e-o-oscar-2010-como-vai-ser/

  • http://receituariopop.blogspot.com/ Lidiana de Moraes

    No ano que vem deveriam lançar uma categoria em que todos os indicados tivessem alguma relação com o Colin Firth, que tal?!

  • Thiago

    Ok, a Single Man ganha o nosso Oscar honorario!

  • http://www.lhys.org/ Luciana Silveira

    Prova de que Colin Firth é medida de avaliação de filmes: http://twitter.com/sheilokavieira/status/10125248141

  • Pingback: Os curtas animados concorrendo ao Oscar 2010, e um extra!