Doctor Who: Esse mundo é protegido? Ah é sim!


Cybermen, Daleks, Davros, Fendahl, Jagrafess, Rani, Sontarans, Weeping Angels, a imperatriz de Racnoss e o Master. Recentemente, os Atraxi e o Prisioneiro Zero. A pergunta que você tem que fazer é: com todas essas formas de vilania interplanetária rondando a Terra durante toda sua existência, será que esse planeta é protegido? Sim. 31 temporadas, 757 episódios, 11 intérpretes e 1 único objetivo, defender o mundo e todas as bilhões de vidas que rodam no espaço a pouco mais de 1670km/h. No último sábado, após um breve período de ausência, ele – o Doctor – voltou!

Não importa se você nunca ouviu falar de Time Lords, TARDIS ou chaves de fenda sônica, o décimo primeiro Doctor poderá ser seu ponto de partida na mais tradicional série de ficção científica da televisão. Depois da sofrida partida de David Tennant, o décimo ator a interpretar o querido personagem alienígena, o novato Matt Smith com seus 27 anos de bagagem e um rosto que grita “Louco com uma caixa azul” assume o papel do maior defensor do planeta em “Doctor Who”.

Ele não tem poderes, não tem recursos e sua maior vantagem é uma impressionante e [roubada] nave espacial capaz de viajar para qualquer lugar em qualquer época em todo o universo conhecido e desconhecido.

Em ‘The Eleventh Hour’, primeiro episódio da quinta temporada desde que a série recomeçou em 2005, o recém regenerado Doctor tem que lidar com a adaptação ao novo corpo enquanto sua nave se reconstrói e o planeta é, como de praxe, assolado por uma ameaça de destruição cheia de precedentes. Fato é que a reentrada para novos públicos sempre funciona da mesma maneira, um herói abalado pelo trauma da regeneração, encontra uma nova companheira que irá ajudá-lo a salvar o mundo para posteriormente (ou não) aceitar seu convite para viajar pelo universo sem destino.

Tem sido assim desde que Paul McGann acordou numa cama de Hospital em São Francisco e teve que salvá-la das garras de seu maior rival, o Master. Da mesma forma, Christopher Eccleston trombou com Rose Tyler em 2005 para impedir a consciência Nestene de se apossar do planeta e David Tennant, no natal do mesmo ano, lutou de pijamas sobre uma Londres apavorada com a ameaça de destruição iminente vinda dos Sycorax. Se naquele ano, a afirmação servia para reforçar que a Terra “era defendida”, em 2010, Matt Smith preferiu deixar a aferição para os invasores ao perguntar se aquele mundo era protegido. Numa seqüência final que serviu ao mesmo tempo de introdução e fan-service, o Doctor e os Atraxi chegam à conclusão, após uma bela montagem com as imagens das 10 encarnações anteriores do Time Lord, de que qualquer um que ameace a Terra deveria “basicamente, fugir!”.

Amelia “Amy” Pond, a ‘kissogram’ e nova companheira do Doctor, não poderia deixar de parecer a dupla perfeita para essa nova versão da série. Acertando no misto de expressões de pânico e descrença, a atriz Karen Gillian segue a escola “Donna Noble” intimidando seu parceiro de cena, a ponto de se equiparar a ele em vários pontos do episódio.

Se os efeitos especiais – submetidos a um vasto corte do orçamento – não pareceram dos mais impressionantes ou se a trilha de abertura ficou um pouco aquém das versões anteriores, não importa. A mão firme de Steven Moffat – o novo showrunner – com sua edição rápida e cinematográfica somada a trilha sonora do distinto Murray Gold serão suficientes para dar ao décimo primeiro Doctor, uma temporada inesquecível.

Aprendendo a deixar pontas soltas suficientes para nos intrigar, Moffat coloca no horizonte um futuro casamento, um mistério sobre quem anda quebrando a realidade e o real motivo do convite a Amy Pond. Aterrorizante e bem humorado, o episódio termina deixando a mais dispersa das afirmações sobre um possível antagonista oculto: o Silêncio cairá.

E nós, cairemos juntos!



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  • http://www.salabr.com Guilherme Sagas

    Sensacional o texto.

    O episódio teve altos e baixos, como a Tardis descontrolada da primeira sequência. A cena da criação do vírus de computador chegou a me incomodar. No outro extremo, o doutor com a pequena Amelia, escolhendo o que comer, foi sensacional. ritmo perfeito.

    Os efeitos especiais não foram tão fracos, com excessão dos Atraxi, que são os aliens mais malfeitos da história recente da série.

    Os créditos iniciais também deixaram a desejar, mas Matt Smith já começou sua participação na série aquecido e em forma. Vai ser uma ótima temporada!

    PS: eu pausei o episódio pra procurar o significado de kissogram na wikipedia. haha!

  • http://meadiciona.com/deniscp/ Denis Pacheco

    Eu voltei pra entender o q diabos ela tinha dito: kiss-o-gram? ahahhahhahaha

    melhor profissão de companion EVER!

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