Die CD, DIE!


Há dois dias atrás, eu li uma nota no Omelete sobre a vida do Blu-ray estar com os dias contados.


A nota (escrita por Érico Borgo) diz:

Diretor da Samsung britânica aposta em cinco anos – e depois o formato digital vai se impor.
Quase ninguém comprou ainda, mas já tem executivos e analistas apontando que a vida do Blu-ray será curtíssima.
Andy Griffiths, diretor de eletrônicos da Samsung britânica, acredita que a nova tecnologia de alta definição de imagem e som só vai durar cinco anos, ao contrário dos mais otimistas da indústria que apostam em uma década.
Com a Internet cada vez mais rápida e sites de vendas online de filmes ficando melhores, mais fáceis e acessíveis, parece mesmo que a mídia física esteja com seus dias contados. De qualquer maneira, isso não significa que a tecnologia será um fracasso. Integrado ao Playstation 3 – considerado por especialistas o melhor player do formato existente -, o Blu-ray, de acordo com Griffiths, ainda vai fazer muito dinheiro até que os formatos digitais extinguam de vez o plástico, como já fizeram com os CDs.

Agora, eu opino…

Chamo a atenção do confuso leitor para a seguinte frase: “…o Blu-ray, de acordo com Griffiths, ainda vai fazer muito dinheiro até que os formatos digitais extinguam de vez o plástico, como já fizeram com os CDs…

WAS?! Pergunto eu em alemão, após saber como é escrito consultando o World Lingo para dar um ar mais globalizado e descolado ao post;

Poxa vida, sabemos que o MP3, AAC ou qualquer que seja seu formato de música digital favorito tá dando uma canseira danada ao CD, e sabemos que pra piorar a situação ainda mais, agora temos o DVD Audio em 5.1 DTS (pra quem não conhece ou ainda não ouviu álbums como Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band, Love (Beatles) ou o que considero a obra prima, Yoshimi Battles The Pink Robots do Flaming Lips nesse formato, realmente não sabe o que está perdendo). Mas pô, alguém aí viu o CD sumir?
Será que mesmo com todas essas dificuldades, o que vejo nas prateleiras seria apenas um memorial do que um dia foram CDs sendo alegremente vendidos? Miragem?
O CD não acabou… Não digo que será eterno, mas ainda acho que dura um bom tempo. Veja bem, a mudança constante do formato de vídeo (e suas mídias físicas) pode ser comparada, por exemplo, ao videogame e sua evolução, entende? Esclareço ainda mais para o leitor que se pergunta “Onde esse cara quer chegar?”…

Há espaço para expandir.

É possível ter uma imagem com mais resolução, mais pureza, melhores gráficos, mais rapidez, e para isso, precisamos de mídias e formatos que comportem arquivos de tamanhos cada vez maiores (hoje, um Blu-ray camada dupla comporta até 50GB).
Claro, uma coisa que ele disse faz sentido e de fato deve acontecer: que o fato de a Internet estar cada vez mais rápida (a conexão de 200 mega via rede elétrica já está em fase de testes no Mato Grosso do Sul e Porto Alegre) vai impulsionar e MUITO as vendas de vídeos e jogos online (como é o caso da rede Xbox Live e da Playstation Store), mas eu DUVIDO que a mídia física suma de vez… pelo menos nos próximos 20 anos.
Isso já não acontece com o áudio, entende?, diz Pelé.

O formato de DVD



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  • http://leitura_do_dia.blogspot.com Rodolfo S Filho

    O cara foi hiperbólico ao afirmar que o CD já desapareceu, mas de fato ele não é mais a principal forma – ou o paradigma – do consumo de música. O objeto físico é temporário e irrelevante do ponto de vista estético: a fragmentação da música é uma realidade.