Cola no Idol: Quando Harry Connick Jr ofuscou o top5


Quando Harry conheceu o Ryan

Se você é do tempo de “Harry e Sally – Feitos um para o Outro”, deve conhecer Harry Connick Jr porque ele gravou a trilha sonora (cheia de clássicos rat pack). Se você é do tempo de “Will & Grace”, provavelmente reconhece Harry Connick Jr como o dr. Leo Markus, marido de Grace Adler. E se você tem a idade do Aaron Kelly, pôde finalmente conhecer o moço como o mentor da semana Frank Sinatra em “American Idol”.

Pois Harry Connick Jr levou o trabalho a sério. Muito a sério. Tão a sério que emprestou sua própria banda, criou arranjos especiais (toma essa, Shania Twain!), contou histórias, apresentou os participantes, comentou as apresentações, fez piadas… ah, e cantou. Ufa. Será que ele está de olho no emprego do Ryan Seacrest?

Mas nem só de Harry Connick Jr é feito “American Idol”. Já era top 5, semana Frank Sinatra e hora de levar as coisas muito a sério.

Sei.

Quando o top 5 se arrumou

O primeiro da noite foi Aaron Kelly (e seu colete), com “Fly me to the Moon” (ou “In Other Words” – aparentemente, os dois títulos valem). O vocal não estava ruim e o Aaron Kelly nem estava perdido no palco. Mas era semana Frank Sinatra, gente! Essa tática Westlife de sorrir e cantar Sinatra sem nenhum direitou ou propriedade simplesmente não funciona…

Até que eis que surge Casey James no palco. Casey James e seus amigos que não assistem TV e não sabem que ele está participando de “American Idol” (vale lembrar que o próprio Casey já tinha dito, nas semifinais, que não tinha uma televisão). O Casey cantou “Blue Skies” de um jeito tão sem graça, tão desafinado, tão desconfortável e tão #vergonhaalheia que deu saudades do Aaron Kelly. Volta, Aaron!

Quando Crystal prometeu, mas ficou devendo

Finalmente era a hora da Crystal Bowersox. Hora de coisas melhores, certo? Bom, mais ou menos. É claro que foi melhor que o Aaron. E qualquer coisa teria sido melhor que o Casey. Mas a “Summer Wind” da Crystal deu um pouco de sono e ficou longe da Crystal Bowersox de “People Get Ready” ou “Me and Bobby McGee”. Para completar, ela ainda resolveu responder às críticas dos jurados.

Tudo bem que a Crystal assumidamente não conhecia “Idol” antes de se inscrever, mas alguém precisa ir lá dar um toque. Ou dois. Ou três. Então, Crystal, saca só: 1) os fãs gostam de um pouquinho de rebelião, mas brigar com os jurados todas as semanas prejudica a sua imagem; 2) quando os jurados falaram de “ser original” lá no comecinho da temporada, a ideia era modificar um pouco as canções como vinha sendo feito nas duas temporadas passadas – atualize, “make it your own”, etc; 3) sim, você precisa impressionar toda semana, e gritar um pouquinho ajuda bastante.

Ninguém aqui está abandonando o cartaz “Crystal Rox My Sox”. A Bowersox ainda é a melhor cantora da competição, sem dúvida. Mas não é bom relaxar a essa altura do campeonato.

Primeiro porque, depois que a Crystal deixou o palco, o Michael Lynche fez a apresentação mais elegante da semana. “The Way You Look Tonight” é clichezaço, mas o Big Mike continua colocando seu tom R&B e cantando com segurança. Além disso, os tradicionais exageros na movimentação estavam bem mais controlados, contribuindo para a qualidade da apresentação.

E segundo porque Harry Connick Jr, os jurados e todas as fãs que um dia juraram amor eterno ao Casey James agora amam o Lee DeWyze.

Quando Harry deu aquela força para o Lee

O Lee já chegou no “pimp spot” (a cobiçada vaga de última apresentação da noite, que fica fresquinha na cabeça de quem vai começar a votar após o show) e ganhou uma versão especial de “That’s Life” preparada especialmente pelo Connick Jr (tinha até um órgão no arranjo). O vocal do Lee ainda precisa de ajuda (suas gravações em estúdio são sempre muito melhores que as do programa ao vivo), mas ele começa a se sentir confortável no palco e recebe cada vez mais elogios de Simon Cowell e companhia. Que venha o dark horse!

Mas “American Idol” é assim: em um dia os candidatos maltratam as músicas do Sinatra; no outro, um deles é punido pelo pecado.

Quando o top 5 teve duas groupsongs

Antes de mais nada, vamos às punições destinadas a vocês, pobres mortais. O comercial da Ford, que mais uma vez abusou da Crystal Bowersox. O interrogatório interminável conduzido por Ryan Seacrest com os cantores. A groupsong, que colocou Aaron Kelly, 17 anos, para cantar “when I was seventeen…”. A segunda groupsong, após a apresentação do Connick Jr. Nem a apresentação da Lady Gaga se salvou.

Quando a Gaga não foi tudo aquilo

Aliás, a nona temporada é tão inferior à oitava que até a apresentação da Lady Gaga estava pior neste ano. Não adianta reclamar da Fox, Gaga! Foi pior sim, pode comparar: 2009 X 2010. Alejandro, Alejandro, Alejandro

Voltando à eliminação (também conhecida como “os cinco minutos importantes do programa da quarta-feira”), Lee DeWyze foi o primeiro cantor declarado garantido para a próxima semana. Depois de algum mistério, Crystal e Casey se juntaram a ele, deixando o Big Mike e o Pequeno Aaron como os dois menos votados na semana.

E, finalmente, Aaron Kelly se despediu. Mas não temam, fãs do Aaron. Ele promete se mudar para Nashville e gravar um disco country assim que a turnê de “Idol” acabar.

Quando Aaron Kelly partiu imediatamente



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