Cola no Idol: O Dia Em Que a Kara Chorou


Quando George W. Bush venceu sua primeira disputa eleitoral, culpamos a Flórida e sua dúbia contagem de votos. Na segunda vez em que Bush filho foi vitorioso nas eleições para presidente, culpamos o desinteresse dos jovens americanos que não se registraram para votar. Essa semana, quando Lilly Scott, Alex Lambert e Katelyn Epperly foram eliminados da nona edição do American Idol, ainda estamos nos perguntando: de quem é a culpa agora, América?

Uma coisa é certa, a culpa não é minha e nem sua. Nós não votamos e, diferentemente dos juízes, não confundimos os artistas com conselhos erráticos, decifráveis apenas por não-leitores das desventuras de Robert Langdon.

Descrentes com o resultado da semana, desejamos que a Ira de Joe Muñoz caia sobre as cabeças dos votantes capazes de ignorar o talento raro do trio Lilly, Katelyn e Alex. *Note a omissão do nome ‘Todrick Hall‘ no contexto dessa injustiça. Se Deus existe, Sua presença se manifestou justamente nessa eliminação.

Depois de noites pouco emocionantes, Guys e Girls fizeram seu melhor – o que não significa muito se seu nome é Katie Stevens ou Tim Urban – para impressionarem o público e serem reais merecedores da vaga nos Top 12 candidatos ao posto de American Idol. Enquanto as meninas nos deram performances marcantes, vide Crystal Bowersox, Siobhan Magnus e Lilly Scott [ignoremos a capacidade sobrehumana de Paige Miles em transformar uma das mais esperançosas músicas num hino funesto digno da Geração Prozac], os rapazes – capengas de originalidade – se esforçaram para fazerem alguma diferença. Andrew Garcia, o único para o qual levanto bandeira, não convenceu pagando de “gênio da lâmpada” de Christina Aguilera. O homem das calças escorregadias, Lee Dewyze [de quem gosto por razões ainda obscuras], fez sua versão de Owl City soar quase tão esquecível quanto a que eles fazem ao “emprestarem” o estilo musical do Postal Service.

A verdade é que a segunda noite de cantoria foi mesmo de Michael Lynche com sua performance suficientemente forte de Maxwell [o cover de “This Woman’s Work” da Kate Bush]. Causando frisson em Randy, Michael nos deu o que talvez tenha sido o melhor/pior momento da nona temporada, o artificial ataque de choro de Kara DioGuardi. A cena, digna de novela, levou Kara a expor sua ligação emocional com o pai de primeira viagem, ao mesmo tempo em que tentou nos conduzir as lágrimas lembrando a platéia de que ela própria não teve filhos.

Se as garotas fizeram seu arroz com feijão e os caras apresentaram sua melhor mistura, o que pensar das eliminações subseqüentes? Seriam os votantes do Idol as tais meninas adolescentes que Ellen – revelando seu Nostradamus interior – declarou serem a salvação de Tim Urban? Estaria a Liga das Senhoras Idosas por trás da vitória indigesta de Katie Stevens sobre a antes ‘so refreshing’ Lilly Scott?

O que a América quer realmente ouvir?” indagou a Srta. Scott ao ser confrontada pelo paternal Ryan Seacrest. Bom, ela quer ouvir os 12 finalistas abaixo:


Tim Urban; Crystal Bowersox; Siobhan Magnus; Aaron Kelly; Michael Lynche; Paige Miles; Casey James; Didi Benami; Katie Stevens; Lacey Brown; Lee Dewyze; e Andrew Garcia.

Qual desses doze condenados a se tornarem o maior ícone pop da América, atingirá a fatídica ‘money note‘? Cola no Idol todos os sábados que chegaremos juntos a essa cada vez mais incerta resposta.



This entry was posted in Críticas, TV and tagged . Bookmark the permalink.



Goma de Mascar no Facebook