Cola no Idol: fãs dizem ‘adeus’, jurados dizem ‘olá’


O top 9: começou e terminou assim
Depois da semana Rolling Stones, foi a vez da semana Beatles. Se bem que não era exatamente semana Beatles – era semana Lennon/McCartney, com direito a mensagem pré-gravada do próprio Paul McCartney. E se no palco os participantes falavam sobre o privilégio de colocar as mãos em material tão ilustre, no mundo todo os fãs temiam qual estrago seria feito com suas canções preferidas.
Carly Smythson e David Archuleta, na sétima temporada
O medo faz algum sentido após desastres desta temporada (continuo falando com você, Tim Urban!), mas a verdade é que músicas dos Beatles (ou o catálogo limitado a Lennon/McCartney) geraram bons momentos nesses anos de história de “Idol”. Alguns dos destaques são a “Come Together” da Carly Smythson (AI7), e a “Imagine” do David Archuleta (AI7) – essa última foi tão significativa que levou o @DavidArchie ao programa desta última quarta-feira.

Please please me
Quem fez o show valer nesta semana de top 9 foi Casey James. O candidato a galã evitou comparações com temporadas passadas e arriscou “Jealous Guy”, do catálogo solo de John Lennon. James vinha tentando vender seu lado meio rock/blues, e parece que finalmente conseguiu – arrancando elogios até de Simon Cowell.
Casey James arriscou e se deu bem
Já “Siobhan Magnus deixou os gritos de lado para uma versão delicada de Across the Universe” (Michael Johns, AI7). Os jurados não ficaram muito convencidos, mas eles tampouco souberam apreciar quando a Katelyn Epperly fez aquela versão emocional de “The Scientist” nas semifinais…

Uma boa surpresa veio da irregular Katie Stevens. Cantando “Let It Be” (Brooke White, AI7, Kris Allen em participação especial neste ano), a adolescente mostrou mais emoção e um vocal bem afinado. E, não, ela ainda não virou country.

Crystal Bowersox estava com gripe (informação repetida exaustivamente durante o programa), mas o vocal continua sobrando. A apresentação, no entanto, ficou abaixo da média da favorita. Insegura, Crystal bagunçou um pouco as letras de “Come Together” (Carly Smythson, AI7, e Kris Allen, AI8) e chegou a evitar o microfone em alguns momentos. Mais memorável foi o instrumento escolhido pela cantora para acompanhá-la no palco: um didjeridu.

Falando em instrumentos estranhos, Lee Dewyze estava lá cantando a fim-de-festa “Hey Jude” quando eis que entra um tocador de gaita de foles, descendo as escadas do palco de “Idol”. Lee assumiu a ideia – que ninguém entendeu. Mas a justificativa (“Por que não?”) foi tão boa que até tornou a apresentação (um pouco fraca) mais perdoável.
Crystal e Lee em uma competição paralela
Mais consciente foi a decisão de Michael Lynche de cantar “Eleanor Rigby” (David Cook, AI7). Segundo Big Mike, a música estava no repertório das cantorias de sua família. Além disso, ele gosta de ideia de contar uma história com uma canção. A apresentação de Lynche ficou longe de ser unanimidade: Michael Slezak, o crítico do Entertainment Weekly, considerou Big Mike o melhor da noite, adaptando a música a seu estilo; Simon Cowell, o grande jurado, achou tudo com cara de musical. Essa indefinição pode ter custado votos valiosos.

Talvez a grande surpresa da terça-feira (a quarta-feira teve surpresas maiores) tenha sido Tim Urban. O vocal ainda é limitado, mas sua “All My Loving” não exigiu muito e acabou funcionando bem. Foi mais chato e tedioso do que as catástrofes tradicionais do garoto-sorriso, mas foi também menos incômodo. Mesmo assim, mereceu menos da metade dos elogios rasgados pelos jurados. A não ser que essa seja uma tática nova dos jurados: não faça o público sentir pena do Tim, e talvez menos pessoas votem nele…

Bem menos surpreendente foi a nova queda de Andrew Garcia. Depois de uma semana promissora, AnGar voltou a decepcionar com “Can’t Buy Me Love”. A intenção era boa, mas o vocal não foi convincente. E a banda meio que sufocou tudo. O melhor momento de Garcia foi um comentário de Crystal Bowersox sobre o bromance de Andrew e Lee Dewyze: “Estou tão feliz por eles poderem ficar juntos e se casarem e ter pequenos bebês-Danny-Gokey”. A expressão foi tão célebre que foi parar no Twitter do Danny Gokey.

Mas o título de “pior apresentação da noite” ficou com Aaron Kelly. O aspirante a Rascal Flatts Jr. abriu a terça-feira com uma versão de “The Long and Winding Road” que acabou ficando conhecida como “the long and boring song”.

Goodbye, hello
Na quarta-feira, os participantes de “Idol” terminaram de matar o catálogo Lennon/McCartney com um medley lamentável na sempre lamentável groupsong. Em seguida, os produtores tentaram amenizar com David Archuleta cantando “Imagine” em seu piano – e enchendo os fãs de saudades da sétima temporada.


Deixando Beatles de lado (ufa!), escalaram um cantor chamado Jason Derülo. Quem? Pensa em um Chris Brown menos famoso e que possa participar de “American Idol” na mesma noite que a Rihanna. Falando em Rihanna, a cantora tentou fingir que toca guitarram em sua apresentação (pré-gravada) de “Rockstar 101”.

(Podemos por favor chamar o David Archuleta de volta?)

(Podemos por favor chamar o David Archuleta de volta?)


Depois da tradicional enrolação, Ryan Seacrest apresentou os três menos votados da semana: Aaron Kelly (ok), Andrew Garcia (ok) e…. Michael Lynche (o quê???). E quando a decisão ficou entre AnGar e Big Mike, veio a surpresa dupla: 1) AnGar está salvo; 2) Big Mike foi o menos votado.

O quê???

Lynche não se abalou e tirou o bebê do paletó. Quero dizer, cantou “This Woman’s Work” (aquela que fez a Kara chorar) e conquistou o “save” dos jurados. Merecido, considerando o desempenho do cantor nesta semana e nesta temporada.
Big Mike canta pela piedade dos jurados
No próximo programa, os mesmos 9 brigarão por 7 vagas. E sem café-com-leite.



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