Cola no Idol: A hora de cortar cabeças!!!


Esqueçam os paredões do BBB que, por mais interessantes que sejam, não conseguem superar o número de 24 emparedados juntinhos torcendo pela chance de se tornar o ídolo da nação americana. Enquanto Bial faz as vezes de cicerone na eliminação de um confinado de cada vez, no American Idol toda semana é cada um por si e Simon Cowell contra todos!

Só nessa primeira apresentação oficial da competição – deixando de lado todo o processo de seleção minuciosamente emocionante para criar a empatia entre público e candidatos – quatro jovens deram tchau a chance de se tornar os próximos Carrie Underwood, Kris Allen, Kelly Clarkson

Pra quem assistiu as duas noites de apresentações ficou claro que a disputa seria difícil. Nem tanto para saber quem foi o melhor, mas sim para decidir quem tinha ido menos mal. O dia dedicado aos meninos foi tão horripilante que foram poucos os momentos decentes, servindo apenas para comprovar o alerta do Simon no início da nona temporada: dessa vez uma mulher leva o troféu. 

Até um dos mais promissores do time masculino, Andrew Garcia, não agradou com sua versão insossa de Sugar, We Are Going Down do Fall Out Boy. Contudo, o carisma de Garcia foi o suficiente para lhe garantir mais uma semana no programa. Joe Muñoz e Tyler Grady não tiveram a mesma sorte.

Joe investiu em uma versão de You and I Both de Jason Mraz e por mais que ele tivesse grandes chances de agradar as mesmas menininhas que um dia se apaixonaram por David Archuleta,  por motivos que só os americanos devem saber, o rapaz perdeu a disputa contra o azarão Tim Urban, que entrou no AI já na prorrogação para substituir um selecionado que escondeu da produção um contrato para fazer parte uma boy band.

De qualquer forma, não que a apresentação de Muñoz tenha sido legitimamente boa, o que deixou uma certa pulga atrás da orelha [só sair atrás das teorias conspiratórias na internet que apontam o preconceito contra o hispânicos como o motivo da eliminação do jovem] foi o fato dele ter perdido justamente para alguém tão fraco como Urban, também conhecido como “O assassino de Apologize“. Enquanto o menino cantava deu até saudade de Paula Abdul minimizando a ruindade dizendo algo como “você foi um pouquinho desafinado”.

Gentilezas a parte, o outro eliminado da noite foi Tyler Grady, o roqueiro a la Marc Bolan que chamou a atenção de Victoria Beckham durante a seleção por seu, digamos, senso estético. A verdade é que Grady até poderia ganhar o programa, pena que o American Idol não se passa na década de 60.

Já as meninas foram a extremos: quem foi bem, arrasou e quem resolveu pisar na bola, caiu feio. Entre as que se deram bem e puderam ouvir de Ryan Seacrest a frase libertadora “Você está salva”, estavam Crystal Bowersox com sua versão de Hand in my pocket da Alanis Morissette e Lily Scott, uma das três competidoras a escolher uma canção dos Beatles, mas a única que realmente fez valer a ousadia.

Na parte mais baixa da escala de qualidade, os americanos elegeram como os 4 maiores desastres Katie Stevens, Didi Benami, Janell Wheeler e Ashley Rodriguez. As duas últimas levaram a pior e voltaram pra casa, mas verdade seja dita, as quatro poderiam ter ido embora. Katie e Didi não foram nada bem, mas se salvaram dessa vez pela carinha fofa. Já Ashley que tinha ido tão bem durante a seleção foi um desapontamento completo com uma apresentação fraquíssima da canção Happy de Leona Lewis. Felicidade mesmo, só no momento em que a música acabou. Por outro lado, por mais que Janell tenha ido mal, alguém ainda tem como explicar como ela saiu e Haeley Vaughn sobreviveu mesmo depois de sua patética I wanna hold your hand

As próximas semanas de American Idol prometem ainda mais indignação, nem tanto em razão de quem foi eliminado, mas pela questionável qualidade de alguns candidatos se comparados aos que participaram das primeiras semanas em outras temporadas. Certo mesmo é que opções para serem mandados embora é que não faltaram.

De qualquer modo se há alguém chorando com a injustiça do primeiro corte de cabeças, não se preocupe. Alguns Idols provaram ter tido mais sorte sendo eliminados do programa ou perdendo na final do que os verdadeiros vencedores. É só pensar no fenômeno Glambert e na oscarizada Jennifer Hudson. Ou será que praga de Simon pega?

PS: mais um mistério de American Idol – por que Tim Urban entrou e não Thaddeus “Bubbly person” Johnson? Não só ele cantava melhor, como a mãe por si só era um show a parte, tão interessante quanto mãe de Miss!

[compre: DVDs de AMERICAN IDOL]



This entry was posted in Críticas, Música, TV and tagged , . Bookmark the permalink.



Goma de Mascar no Facebook

  • http://www.lhys.org/ Luciana Silveira

    Minha teoria da conspiração é que não chamaram o Thaddeus Johnson de volta para manter na edição final o choro dele no banheiro, após o corte. Mas eu também trocava o Tim Urban e a família inteira dele pela mãe do Bubbly.

    (A propósito, Didi Benami e Katie Stevens não eram necessariamente bottom 4. O Ryan Seacrest não anunciou dessa forma, e o Dialidol considerou a Katie como safe. Td bem que Dialidol não tem mta precisão nesse estágio, mas desta vez eles só marcaram os prováveis primeiros colocados — então estou acreditando que Katie Stevens e Andrew Garcia estavam pelo menos entre os 5 primeiros.)