Top 5 estereótipos de garotas de programa na ficção atual


Personagens com a profissão mais antiga do mundo têm lugar reservado em qualquer tipo de narrativa desde tempos bíblicos. O que fascina e confunde o julgamento moral de uma época pode ser muito bem cristalizado nos produtos culturais nela produzidos. Hora de evidenciar os mais comuns tipos de cortesãs da ficção moderna (e não, não vou falar do tipo realista e triste que todos conhecem):

5) Vivian (“Uma Linda Mulher”) – A Romântica: Fica fácil começar pela mais famosa personagem de Julia Roberts, agora não foi nada fácil para ela ser escolhida pelo milionário Richard Gere como guia de trânsito entre tantas outras opções vistosas no calçadão do Hollywood Boulevard. Capaz de se divertir num banho de banheira como ninguém mais, Vivian transformou-se no estereótipo internacionalmente reconhecido da garota de programa que secretamente sonha em ser tirada de sua vida complicada por um príncipe encantado de cabelos grisalhos, especialista em comprar tudo o que possa ser comprado e incapaz de dirigir um Lotus Esprit.

4) Lana (“Negócio Arriscado”) – A Encrenqueira: Eis que surge a mulher que invadiu até os sonhos de Tom Cruise (não, não é você Katie Holmes), sendo involuntariamente responsável por sua notória versão de “Old Time Rock and Roll”, aquela mesma de cuecas e óculos escuros… Quando decidiu ligar para uma garota de programa nem mesmo ele imaginou que terminaria seus dias de liberdade em casa dando a maior festa da sua vida, acompanhado pela mulher que – graças a uma graninha adicional – causou problemas na medida certa para tirar um adolescente entediado de sua vida monótona nos subúrbios.

3) Gail (“Sin City”) – A Pistoleira: Eu poderia ter escolhido Drew Barrymore (Lilly Laronette) ou Madeleine Stowe (Cody Zamora), mas algo me levou a Gail de Rosario Dawson. Líder da Cidade Velha, a prostituta dominatrix mais famosa no universo de “Sin City” (e isso não é pouca coisa, já que ela não é a única ali) não apenas conseguiu manter um relacionamento com o problemático Dwight McCarthy, como também fez às vezes de defensora do seu território na base de chicotes e armas automáticas. Femme-fatale como só ela, Gail não faz programas, ela mata todos os seus compromissos.

2) Belle (“Secret Diary of Call Girl”) – A Esnobe: Deixando claro de onde tirei a idéia para essa pequena lista: Sem “Doctor Who” ou seus spin-offs na minha rotina semanal, tive que me reportar ao universo pra lá de expandido e fui atrás dos atores e atrizes que tiveram parte na série. Billie Piper (a Rose em “Doctor Who”) me reconquistou em “Secret Diary of Call Girl” interpretando Hannah Baxter/Belle de Jour, uma londrina estudada e de razoável poder aquisitivo que decidiu adotar a prostituição como carreira. Esnobe, seletiva e apaixonada por sexo e dinheiro, Belle mantém uma vida dupla separando amigos e família de sua real profissão, coisa que leva bem a sério a ponto de escrever um best-seller sobre o assunto [Nota do Editor: como uma Bruna Surfistinha inglesa].

1) Inara (“Firefly”) – A Aventureira: Não dá para ir mais longe do que Inara em “Firefly”. No século XXVI, a palavra cortesã voltou a freqüentar as mais diferentes rodas de conversa, nos mais diversos planetas ao redor do Sistema Solar. Educada, experiente e versada nas artes da sedução, Inara sabe seu lugar na Sociedade, afinal é a sua presença na nave do capitão Mal que dá credibilidade a tripulação de foras-da-lei. Ainda que tente não participar dos golpes e encrencas em que o grupo de fugitivos se envolve, Inara serve de conselheira e voz da razão dentro da Serenity. Dedicada a conhecer as estrelas sem abandonar aqueles com quem se importa (Capitão, é com você!), Inara é um símbolo feminista que transcende preconceitos com a mesma velocidade em que sua nave ultrapassa distâncias inimagináveis.

[publicado originalmente no blog Topimos]



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