Takeshi Kitano de volta à Yakuza


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meu diretor japonês favorito começou a ser reconhecido internacionalmente dirigindo filmes violentos sobre a máfia de seu país ao longo dos anos 80\90: VIOLENT COP, BOILING POINT, SONATINE e BROTHER. entre um e outro ele foi fazendo trabalhos mais dramáticos, com personagens contemplando a vida em imagens poéticas, e se distanciou aos poucos do gênero, apenas incluindo um gângster aqui e outro ali às vezes numa caracterização humorística e não mais como foco principal.

depois de terminar sua dita “trilogia autobiográfica” começada com GLÓRIA AO CINEASTA e TAKESHI’S e terminada com AQUILES E A TARTARUGA [resenha em breve na Goma], Kitano começou em Agosto a rodar um filme policial de Yakuza sob encomenda para estrear em 2010. a distribuição será conjunta entre a Warner e sua produtora Office Kitano, mirando também no circuito comercial de fora do Japão. ainda sem título, o trabalho é sobre luta de poder entre facções da máfia e terá num dos papéis principais o próprio Beat Takeshi [seu pseudônimo da época de comediante e ainda usado para se creditar como ator].

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apesar de o roteiro ser de Takeshi, os produtores pediram que fossem escalados outros atores no lugar dos costumeiros de seus trabalhos recentes, e o elenco será formado por Tomokazu Miura, Kippei Shiina, Ryo Kase, Soichiro Kitamura, Renji Ishibashi, Jun Kunimura, e Fumiyo Kohinata. outra condição é que o filme seja rodado na cidade de Kobe, notória sede da Yamaguchi-gumi, a maior facção Yakuza moderna. num primeiro momento isso deixou Kitano preocupado, mas lhe asseguraram que grande parte dessa organização perdeu o poder na cidade e havia mudado suas operações para Nagoya.

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aos fãs do trabalho mais artístico do diretor, não há mal algum de o filme ser por encomenda: esse foi o caso de ZATOICHI, quando o diretor foi chamado para reformular a história do samurai cego – o que rendeu não só um filme plasticamente lindo e com lado humano forte, mas um de seus maiores sucessos comerciais. além disso, Takeshi-san é uma máquina de produção: quando não está filmando ele apresenta vários programas de TV [seu mais conhecido hoje é um show de debates], escreve livros, pinta, dança, lava, passa, costura e chuleia. fazer um filme sob encomenda é só mais um desses trabalhos, mas no qual ele com certeza deve se entregar para fazer algo muito além do clichê.

bônus: trailers dos filmes de gângster de Kitano na continuação




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