roteirista pula fora da greve


John Ridley, comediante e autor de roteiros pra filmes como U-TURN, TRÊS REIS e UNDERCOVER BROTHER, diz em artigo opinativo pro Los Angeles Times que vai sair do WGA – o sindicato de roteiristas de Hollywood – após 15 anos porque cansou de ficar preso às normas dele.

isso inclui o estilo de negociação dessa greve por royalties residuais de mídias digitais, que ainda não acabou. ele alega que o sindicato usa de tantas mentiras quanto a AMPTP, associação de produtores que tá do outro lado da mesa de negociação.

segundo ele a diretoria do WGA manda – literalmente – todo mundo calar a boca quando o assunto é a greve, que ninguém tem voz opinativa na forma como a coisa é negociada e que os negociadores são pouco experiente – por isso tem iluminadores, câmeras, figurinistas, técnicos em geral, deixando de ganhar dinheiro [e muitos já demitidos].

Ridley, que já escreveu HQ pra editora Wildstorm, acha que a greve já deixou muita gente sem trabalho por muito tempo e vai fazer seus contratos direto com as produtoras de filmes e séries, uma vez que ele nunca recebeu o salário mínimo de roteiristas de qualquer forma [deduzi que ele sempre ganhou mais].

o cara já parecia ser mal-visto pelos então colegas de sindicato por essa suposta voz ativa; agora então lascou-se, vai virar persona non-grata. mas levanta uma lebre [alerta de termo arcaico] interessante: o quanto o WGA não tá também esticando a greve pra conseguir uma fatia maior pra si? quanto mais os roteiristas ganharem [e nem pedem muito], mais o órgão leva proporcionalmente.

sindicalização é ótimo pra garantir os direitos dos trabalhadores. pessoalmente tô achando a greve bem justa. mas só de a diretoria não deixar muito a galera se manifestar em como a coisa vai ser resolvida acaba sendo cartolagem.



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