Pierre Morel será o diretor do remake de Duna


Espalha-se pela internet a confirmação de que Pierre Morel, diretor do ótimo 13º Distrito (o filme que popularizou o parkour), será o encarregado de readaptar uma das mais clássicas obras da ficção científica: Duna[bb] de Frank Herbert.

O remake recontará a saga do planeta Arrakis, sede da produção da especiaria, a mais fantástica e cobiçada droga do universo, capaz de alimentar sozinha a economia do vasto império humano, assim como provocar a rivalidade eterna entre a nobreza das casas de Harkonnen e Atreides.

Não será a primeira vez que Duna chega às telas. A adaptação inicial da obra principal de Herbert veio em 1984 e foi dirigida por ninguém menos que David Lynch[bb]. No entanto, descontente com o resultado final, Lynch recusou-se a assinar a direção com seu nome, forçando o estúdio (que não lhe deu o corte final) a divulgar como o diretor “Alan Smithee”, pseudônimo criado pela Directors Guild of America, usado originalmente por realizadores de cinema que pretendiam renegar um determinado filme como obra sua.

A nova adaptação contará com o roteiro de Josh Zetumer (do controverso, mas intenso 007 – Quantum of Solace) e promete ser fiel a obra original de 1965.

E por que isso é uma boa notícia? Primeiramente porque Pierre Morel entra para substituir Peter Berg, do fraquíssimo Hancock. Além disso, Duna é um daqueles livros que merecem uma boa adaptação para o cinema. A trama é talvez uma das mais complexas já vistas, mas se baseia numa premissa comum: o do estrangeiro (Paul Atreides) sendo acolhido por um povo oprimido (os Fremen) e o liderando rumo à liberdade. No entanto, o pano de fundo dessa trama, envolvendo aí um inacabável número de castas e rivalidades políticas, além do mistério relacionando vermes gigantes e a produção da especiaria, complica a situação para qualquer diretor que queira fazer de Duna uma obra inteligível a todos.

Ainda assim, numa época em que Avatar[bb] chega a casa dos bilhões em arrecadação, é de se esperar que um remake correto da obra de Frank Herbert tenha tudo pra ser abraçado e compreendido pelas platéias internacionais.

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