ET telefonar casa, porque sua raça vai destrui-la nessa continuação


O filme de Steven Spielberg já foi assustador o suficiente pra mim quando o vi no cinema em 1982, ali onde é hoje o Gazeta Shopping. Desde o suspense inicial de Elliot [Henry Thomas] no quintal e encontrando E.T. – O Extra-Terrestre no mato, passando pelo susto de Gertie [Drew Barrymore] no quarto e o infeliz do alienígena quase morrendo no rio, sua pele desbotada. Tudo era assustador no filme: fosse a estranheza de ter um E.T. entre nós, fosse a possibilidade de ele morrer ou ser capturado.

Talvez fosse o jeito realista com que o diretor filmou, trazendo ao começo dos anos 80 uma certa crueza do cinema autoral outsider de seus amigos dos anos 70, com a qual ele mesmo flertou no começo de carreira. Ou talvez eu era uma criança bem impressionável. Provavelmente eram ambas as coisas. Mas ET continua sendo uma das fantasias infantis mais sensacionais do Cinema por tudo isso.

Aí vem Robert Blankenheim em 2011 e faz um fantrailer de uma continuação que não existe, remix que recorta e cola pedaços de vários outros filmes para mostrar as crianças adultas hoje no meio de uma invasão alienígena em que a raça de E.T. chega como uma espécie vampírica faminta, seus pescoços se esticando muito mais, como cobra, seus dedos e olhos vermelhos de ódio. Tudo muito tosco, exagerado e brega, quase Marte Ataca feito pelo Syfy Channel, mas vale pela curiosidade e o trabalho de edição – que rendem alguns sorrisos.



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