‘estratégia de lillith’ sendo adaptado pro cinema


gosto muito desse livro. curioso estar sendo filmado no ano em que tá pra sair o NOME PRÓPRIO, adaptação do livro da Clarah. quais serão os próximos autores dessa nova geração urbana [e "de internet"] a serem adaptados? Marcelo Mirisola? Simone Campos? André Takeda?

o texto conta detalhes interessantes da produção de baixo orçamento, mas um pedaço de informação ali no fim me deixou triste: ao invés de usarem as versões originais dos rocks pós-punk citados no livro [e de cuja cena o Alex participou ativamente], que hoje soam tão modernos quanto na época, a trilha vai ter versões dessas músicas tocadas por bandas novas que não têm muito a ver.

O filme é baseado em “A Estratégia de Lilith”, livro de Alex Antunes. A história gira em torno de Alex (interpretado pelo dramaturgo Mário Bortolotto – na foto abaixo), jornalista, morador da Augusta, que acaba de ser demitido e, no pacote, perdeu também a amante. Começa então uma viagem por universos urbanos e por rituais neo-xamânicos de transe. No caminho, desperta uma voz feminina que passa a aconselha-lo e o leva a procurar uma linha mágica e espiritual.

atualização: o próprio Alex Antunes [foto abaixo] apareceu aqui na seção de comentários pra falar mais sobre a escolha das bandas atuais ao invés dos sons mais antigos:

eu mesmo estou produzindo a trilha. e acho que a cena musical, em vários estados do brasil, está num momento de vitalidade e variedade como o que vimos em são paulo na década de 80. mais do que isso, acho que algumas bandas de hoje “compreendem” a música que fazíamos na época, melhor do que as bandas da década de 90 compreenderiam. foi um grande prazer apresentar fellini para o pessoal do vanguart, ver a reação do pessoal do porcas borboletas ao som do smack (eles notaram a “inteligência musical” da banda), ou o espanto do pessoal do sinhô preto velho com o vzyadoq moe (que eles situaram como um precursor da nação zumbi). e assim por diante, com madame saatan (gueto), montage (akira s), macaco bong (muzak) etc. creio que com essas releituras recapturamos um certo espírito criativo, sem correr o risco de soar saudosistas – além de que a história do livro não se passa nos 80…



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  • Anonymous

    oi hector, alex antunes falando.
    eu mesmo estou produzindo a trilha. e acho que a cena musical, em vários estados do brasil, está num momento de vitalidade e variedade como o que vimos em são paulo na década de 80. mais do que isso, acho que algumas bandas de hoje “compreendem” a música que fazíamos na época, melhor do que as bandas da década de 90 compreenderiam. foi um grande prazer apresentar fellini para o pessoal do vanguart, ver a reação do pessoal do porcas borboletas ao som do smack (eles notaram a “inteligência musical” da banda), ou o espanto do pessoal do sinhô preto velho com o vzyadoq moe (que eles situaram como um precursor da nação zumbi). e assim por diante, com madame saatan (gueto), montage (akira s), macaco bong (muzak) etc. creio que com essas releituras recapturamos um certo espírito criativo, sem correr o risco de soar saudosistas – além de que a história do livro não se passa nos 80…