Espiões agem em silêncio no thriller URBAN WOLF


Foi-se o tempo em que o cinema vinha acompanhado do verbete “mudo”. Ou será que não? Corajosamente construindo uma trama sem diálogos, o diretor francês Laurent Touil-Tartour se arriscou ao filmar URBAN WOLF, thriller de espionagem sobre um misterioso homem que é caçado nas ruas de Paris com o auxílio de uma engendrada rede de câmeras de vigilância.

Bebendo da fonte de “Intriga Internacional”, Touil-Tartour pega emprestado ao mesmo tempo em que homenageia o estilo que Alfred Hitchcock aprimorou, explorando uma sinuosa Paris ao estabelecer a clássica dinâmica de gato-e-rato entre uma presa, aparentemente, fácil e um sistema onisciente de vigilância moderna.

Concebido como uma web-série de 15 episódios, “Urban Wolf” é estrelada por Vincent Sze, astro do cinema de ação de Hong Kong. Desde que estreou oficialmente durante a Comic-con de San Diego em 2009, a série recebeu o prêmio de Melhor Drama no Festival Independente de Televisão 2010 e foi exibida no prestigiado American Film Institute.

No último mês, o Crackle – site da Sony Pictures Entertainment especializado em oferecer filmes via internet – adquiriu os direitos de exibição e passará a exibir “Urban Wolf” em capítulos de 4 minutos a partir do dia 13 de maio.

Em entrevista a Wired, o cineasta Touil-Tartour confessou que optou pela internet após um traumático encontro com produtores graúdos de Hollywood. Contratado para dirigir um de seus próprios scripts, o francês acabou largando o projeto alegando diferenças criativas.

Depois dessa péssima experiência,” disse a Wired.com numa entrevista por telefone “dedici apostar em mim mesmo: ‘Nesse novo e pouco explorado território de distribuição on-line, provarei que é possível fazer um filme com apelo mundial de entusiastas do cinema. Justamente por isso optei pelo cinema mudo, quero contar uma história puramente através do visual“.

Além do acordo com o próprio Crackle, Touil-Tartour agora possui um agente em Los Angeles e tem se encontrado com produtores que buscam realizar projetos sob encomenda. Ciente de seu potencial, estaria o diretor francês abrindo precedentes sobre como Hollywood terá que lidar com novos talentos? O futuro à internet pertence.



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