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A Goma lista: Relembre as 9 mães mais problemáticas do cinema pipoca!
Com um dos mais importantes feriados [que não são “realmente” feriados porque ninguém tem folga neles] se aproximando, nós aqui da Goma prestaremos nossa homenagem ao Dia das Mães trazendo à tona uma listinha com algumas das mais memoráveis personagens do cinema, todas unidas por um único e poderoso critério: sua piração! Proficiente em fazer de mães disfuncionais criaturas inesquecíveis, o cinema pipoca continua a nos marcar – tal qual marca os filhos daquelas aqui listadas – com personagens questionáveis que tomaram decisões ainda mais discutíveis durante a criação de seus filhos. Julgue você mesmo:

9 ) Peg – Vender Avon de porta em porta é com certeza um jeito honrado de colocar comida na mesa e prover para sua família, mas subir até uma mansão abandonada e ‘adotar’ um rapaz adulto que tem tesouras no lugar de mãos não é exatamente uma decisão das mais saudáveis. Pior ainda, colocá-lo para dormir no colchão de água da sua filha de 16 anos pode [e vai!] criar um trauma incurável na cabeça de qualquer adolescente. O que vale é a intenção, Peg? Pois é, diga isso pro ex-namorado da sua filha, brutalmente assassinado semanas depois dessa sua ótima idéia!

8 ) Rachel Keller - Ser uma mãe solteira e ter uma carreira atribulada não é tarefa das mais fáceis, ainda assim Rachel Keller arranja tempo para investigar o terrível homicídio de uma jovem perturbada, dotada de poderes estranhos que muitas companhias telefônicas adorariam possuir na hora de ameaçar seus devedores. O que é acontece é que com toda essa correria, Rachel nem ao menos notou que seu filho – exposto à morte certa por um descuido dela própria! – possuía os mesmos poderes letais do fantasma nada camarada que ela estava perseguindo. E o prêmio Mãe Mais Negligente do Cinema vai para…

7 ) Lady Jessica Atreides – As sacerdotisas Bene Gesserit te deram apenas uma regra: não fique grávida. O que Jessica Atreides faz? Não apenas ela ficou grávida como teve o bebê e educou seu jovem Paul Atreides nos mistérios secretos da ordem matriarcal, alimentando-o com a perigosa especiaria que movimenta o universo. Não foi à toa que Paul cresceu para se tornar o causador de todos os maiores problemas no universo de ‘Duna’. Figurativamente com o rei na barriga desde sua maculada concepção, Paul redefiniu o complexo de messias enquanto sua mãe – ainda sem entender que não deveria jamais ter outro filho – deu a luz a Alia, uma criatura ainda mais perigosa que, aos 5 anos, já derrubava hierarquias inteiras.

6 ) Norma Bates - Você dá ao seu filho o nome “Norman” sendo que você se chama “Norma”. A menos que sua intenção seja formar uma bem sucedida dupla sertaneja, o mínimo a se esperar é que ele cresça para se tornar um psicopata. Não contente com o batismo egocêntrico, Norma cria seu menino para odiar mulheres, temer sexo e comportar-se como um stalker obsessivo-compulsivo de carteirinha. Premiada “mãe da década” nos idos dos anos 60, Norma Bates viveu para contar a história, mesmo que ‘incapacitada’ de sair de sua velha cadeira de balanço. E não me venha falar de spoilers, esse filme tem 50 anos!

5 ) Pamela Voorhees – Mãe adolescente, criança problemática, sem muitas opções de diversão morando naquele fim do mundo e tal. Certo, Pamela Voorhees era um desastre esperando para acontecer e ele aconteceu quando seu filho morreu afogado graças à negligência dos monitores que deveriam ter mantido o olho nele. Saindo da cozinha do Acampamento Crystal Lake direto para o homicídio em massa de adolescentes lascivos, Pamela fez o que achou que deveria fazer para punir os culpados pela perda do jovem Jason, esquecendo de apenas uma coisinha: checar se ele estava REALMENTE morto. Trazido dos mortos ou ressuscitado por um milagre que nenhum roteirista ousou explicar, Jason despertou apenas para ver sua mãe sendo decapitada. E com esse belo exemplo, uma carnificina se instaurou ad eternum. Valeu, mãe!

4 ) Dr. Alex Hesse – Não torça o nariz, Arnold Schwarzenegger ficou grávido e teve esse filho [por cesárea!]. Tecnicamente ele não deu o óvulo, mas quem quer saber de tecnicalidades num filme com essa sinopse? É o Arnold Schwarzenegger grávido! Se isso não é o retrato perfeito de uma criança que futuramente será muito perturbada ao descobrir como veio ao mundo, eu não sei mais o que seria. Maternal, o ginecologista Alex Hesse até se acostuma à condição de grávida disfarçando-se de mulher num retiro de mamães distante da cidade. Definitivamente, essa criança terá problemas no Dia das Mães.

3 ) Lorraine McFly – Falando em problemas, viajar no tempo, conhecer sua mãe aos 16 anos, acordar com ela tirando suas calças, “descobrindo” seu nome ao espiar sua cueca e dando em cima de você logo em seguida se qualifica como um dos piores traumas que qualquer um de nós – tirando o próprio Édipo – não gostaria de viver. Não bastando isso, que tal viajar para um presente alternativo e encontrá-la casada com o mais nojento dos caras de Hill Valley? Lorraine McFly, meus parabéns, sua própria existência é um evento temporal traumático em qualquer época, em qualquer universo paralelo.

2 ) Ellen Ripley – É certo que não conhecemos – de verdade – a filha que Ellen Ripley deixou na Terra antes de decidir se aventurar no espaço. Ainda assim, toda a série ‘Alien’ tem o tema maternidade como uma constante obscura. Enquanto, no primeiro filme, Ellen se torna a responsável por todos os presentes na nave Nostromo, na seqüência dirigida por James Cameron a figura de uma mãe deslocada de seu tempo se materializa na adoção urgente da jovem Newt. Protegendo-a de outra mãe ["Get away from her, you bitch!"], a Rainha Alien, Ripley viveu para literalmente morrer outro dia ao descobrir que carregava em si um filhote dos mais perigosos. Séculos depois, a traumatizada exploradora espacial foi ressuscitada justamente para lidar com o filho do monstro que renasceu a partir do seu clone. E você achava que tinha problemas!

1 ) Sarah Connor – O pai do filho dela ainda não nasceu e pode, ou não, ser enviado de um futuro pós-apocalítico para protegê-la – por apenas uma noite – de uma máquina assassina chamada “Exterminador”. Sem problemas para escolher o nome da criança, Sarah Connor deu a ele treinamento paramilitar, procurando homens que serviriam tanto como figura paterna quanto como mentores estratégicos para um John que ainda nem havia chegado à puberdade. Dando uma espingarda na mão do filho pré-adolescente, a mãe mais perturbada do cinema conseguiu ser internada num manicômio, saindo somente para defender o filho de uma outra máquina assassina, ainda mais avançada. Alguém questiona o fato de John Connor ser o pirralho mais problemático do que todos os filhos acima citados? E sim, eu incluo Norman Bates e Jason Voorhees nessa afirmação, tenho certeza que nenhum deles bateria de frente com Sarah Connor.
E feliz Dia das Mães! Afinal, não seríamos nada sem elas, não é mesmo?
This entry was posted in Cinema, wtf and tagged Alien Ellen Ripley, De Volta Para o Futuro, Dr. Alex Hesse, Duna, Edward Maos-de-Tesoura, Jessica Atreides, junior, Lorraine McFly, Norma Bates, O Chamado, O Exterminador do Futuro, Pamela Voorhees, Psicose, Rachel Keller, Sarah Connor, Sexta Feira 13. Bookmark the permalink.
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